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Por Isabella Marinelli (@isabellamarinelli)

Em maio deste ano, Tata Estaniecki deu à luz Caio, o segundo filho do relacionamento com o youtuber Júlio Cocielo. Foi uma gestação difícil em razão dos riscos de trombofilia, que a obrigava a aplicar injeções de anticoagulante. Na gravidez anterior, da filha Bia, ela ainda não sabia da condição, por isso caracteriza como "sorte ter dado tudo certo". O processo desta segunda vez, é claro, foi cansativo, mas foi a positividade no olhar, ao entender que aquilo seria essencial para a saúde do bebê, que a fez seguir firme.

A certeza de que os momentos difíceis são apenas fases pesa o mesmo de saber o contrário: elas passam, por isso, é preciso aproveitar cada minuto. Ainda assim, descarta a capa de Mulher Maravilha. À frente de negócios rentáveis e que exigem presença, como o PodDelas e os contratos com grandes marcas nas redes sociais, caso da Bio Oil, ela mantém os pés no chão quando o assunto é agenda, tentando equilibrar todos os pratinhos das crianças e os próprios.

"A rede de apoio é tudo! Agradeço todos os dias por ter o privilégio de tê-la, algo que permite voltar a trabalhar e assumir outros compromissos, sabendo que meus filhos estão seguros e bem cuidados em casa. Também é vital para meus momentos de autocuidado", conta. Em entrevista à Glamour, a influenciadora e empresária abre detalhes das gestações, da maternidade e da relação com o espelho.

Glamour: A gestação mexe não só com o corpo, mas com as emoções também. Como foi passar por essas transformações?
Tata: A gestação é muito única e cada mulher lida de uma forma com esse momento – e eu sempre procuro focar no “copo meio cheio”, sabe? Os hormônicos ficam mesmo à flor da pele e são muitas emoções, afinal, estamos gerando uma vida que depende totalmente de nós, então podemos até acabar nos deixando um pouco de lado para focar nessa nova pessoinha que está chegando. Mas eu sempre tento pensar que é apenas uma fase, que vai passar, para me lembrar de mergulhar de cabeça e aproveitar – até por que passa superrápido, né? E como eu acho que não terei mais bebês, estou aproveitando cada segundo desse momento.

Como se sentiu em relação a si mesma e à própria autoestima no pós-parto? Como ficou a relação com o seu corpo?
Para ser sincera, em nenhuma das gestações o meu corpo foi o foco, porque a prioridade sempre era a saúde das crianças. Apesar de eu ser muito vaidosa e gostar de ter o meu momento de autocuidado fazendo atividade física, nesse período, eu acabava fazendo aquilo que o meu médico recomendava para manter a minha saúde em dia também. Até por isso, a relação com o corpo acaba mudando, porque nos vemos pela primeira vez como “casa” pela primeira vez.

Tata Estaniecki — Foto: Instagram
Tata Estaniecki — Foto: Instagram

Você dividiu o quadro de trombofilia, que inspira cuidados na gestação. Como foi lidar com isso?
Confesso que foi muito cansativo e tinham dias em que eu pensava que não aguentava mais – porém, eu também sabia que lidar com isso era essencial para que a gestação fosse bem-sucedida, então não tinha outra alternativa. Na gravidez da Bia, eu ainda não sabia que tinha o quadro de trombofilia, então eu não precisei aplicar as injeções, mas vejo o quanto eu dei sorte de ter dado tudo certo. Agora com o Caio eu olhei para isso com cuidado e, apesar do cansaço, tentava olhar para as injeções como “picadinhas do amor”, pois fiz tudo para o meu filho chegar ao mundo bem e com saúde.

O que mudou na segunda gestação em relação à primeira?
Olha, eu senti uma diferença muito grande em relação à culpa. Minha segunda gestação foi muito mais leve, mais tranquila, porque eu já sabia um pouco do que vinha pela frente. Mesmo com a questão da trombofilia, por exemplo, que foi uma novidade dessa gravidez, ainda sim foi mais leve, porque já tinha uma experiência e me sentia menos culpada, com menos medos.

O que destacaria de aprendizado da maternidade?
Quando eu virei mãe, eu achava que tinha muita coisa para ensinar para os meus filhos, mas acabei percebendo que eu aprendo muito mais do que ensino. Eu aprendi a ser paciente, aprendi a lidar com as coisas de uma maneira mais calma e não ser tão impulsiva. Aprendi que tudo tem o seu tempo e que, apesar de estar criando os meus filhos, não necessariamente as coisas acontecem do meu jeito – eles são serzinhos únicos com suas próprias vontades e desejos, e precisam ser respeitados. Eu era muito imediatista antes, e tive que aprender que não tenho controle de nada.

Tata Estaniecki — Foto: Instagram
Tata Estaniecki — Foto: Instagram

Como tem sido a sua rotina de beleza e autocuidado depois do parto? Algum hábito do qual não abre mão?
A minha rotina de autocuidado depois do parto tem sido a mesma. Eu não abro mão dela, porque é o meu momento de relaxar e respirar fundo – pode ser que eu só consiga fazer ela de madrugada ou tenha que acordar mais cedo para encaixar no dia, e, mesmo assim, me mantenho fiel. Eu amo usar meu óleo corporal Bio-Oil, assim como cuidar da pele, do cabelo, fazer uma drenagem, etc. E, para mim, faz todo sentido eu me cuidar, porque se não estou bem, meus filhos também não estão bem. Então preciso me cuidar.

Quem é a Tata na figura de mãe?
A Tata na figura de mãe é uma mãe que acerta, que erra. É uma mãe que dá tudo de si e que está sempre se virando nos 30 para dar conta de tudo, mas que tem claro que a prioridade é a família e os filhos. Eu sou muito segura na minha maternidade, porque estudo muito a respeito e troco muito com outras pessoas sobre o tema, o que me dá muito mais segurança no dia a dia.

Qual é a importância da rede de apoio neste momento?
A rede de apoio nesse momento é TUDO! Eu agradeço todos os dias por ter o privilégio de ter uma rede de apoio tão incrível, que me permite voltar a trabalhar e assumir outros compromissos, sabendo que meus filhos estão seguros e bem cuidados em casa. É essencial também para que eu consiga ter os meus momentos de autocuidado. Meu desejo é que todas as mães pudessem ter uma rede de apoio, porque realmente torna tudo mais leve e é o que me permite viver a maternidade dessa forma.

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