Jada Smith: alopecia tem tratamento? Médicos explicam os cuidados
Condição precisa de abordagem multidisciplinar, que vai de acompanhamento psicológico até LEDterapia
Por Redação Glamour
Desde a noite do último domingo (28), em que o quadro de alopecia da atriz Jada Smith se tornou assunto em razão de uma briga no Oscar, muitas dúvidas surgiram em relação ao quadro. Tem tratamento? É reversível? Especialistas respondem a seguir.
Por que a alopecia causa a perda do cabelo?
“A alopecia areata é uma doença inflamatória e autoimune que resulta na formação de placas sem cabelo no couro cabeludo. A extensão da perda de fios pode variar de paciente para pacientes, restringindo-se, geralmente, a pequenas áreas, mas podendo, em alguns casos, afetar todo o couro cabeludo e até outras regiões do corpo que tenham pelos”, explica a dermatologista Valéria Campos, professora convidada do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP).
Existe tratamento para a alopecia?
Pacientes com quadro universal, muitas vezes, não conseguem ver a reversão total. Já no caso das alopecias areatas, há chances a partir da união do apoio psicológico e psiquiátrico com o tratamento dermatológico para induzir a remissão.
"Os tratamentos vão desde cremes a loções à base de corticoides até infusão e administração via oral. Também existe o Minoxidil para uso interno e externo. Falando em medicamentos, ainda contamos com a antralina, que é uma substância que 'irrita' o sistema imunológico, fazendo com que ele ataque a substância e deixe o folículo de lado. Além dos clássicos, atualmente também se fala em medicações chamadas de biológicos, que são ultramodernas, muito discutidas em congressos. Resumidamente, ela é posicionada de forma subcutânea para controlar o sistema imunológico e o permitir que os fios cresçam novamente", afirma o dermatologista Alessandro Alarcão, pós-graduado em Cirurgia Dermatológica, Laser e Cosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC-SP).
Suplementos orais (antioxidantes e anti-inflamatórios), uso de laser de baixa intensidade (LED para uso domiciliar) e até mesmo intervenções no estilo de vida com o objetivo de controlar o estresse podem fazer parte da abordagem.
O mais importante é marcar uma consulta com o seu dermatologista caso perceba queda de cabelo bruscas, excessiva ou que deixa pequenas áreas rapidamente descobertas. “É uma doença que traz muito trauma principalmente para as mulheres. Essas pacientes precisam ser tratadas com carinho e respeito”, finaliza Valéria.









