Alopecia areata: entenda o diagnóstico de perda de cabelo de Virginia Fonseca
Influenciadora digital revelou quadro de perda de cabelo em pontos localizados da cabeça. Dermatologistas elucidam o tema e comentam os possíveis tratamentos
Por Redação Glamour
A influenciadora digital Virginia Fonseca revelou, em entrevista recente, que foi diagnosticada com um quadro de perda de cabelo causada por um quadro chamado de alopecia areata. A empresária afirmou que um episódio de estresse, relacionado ao lançamento polêmico de um de seus itens de maquiagem, foi o gatilho para a queda dos fios. A informação também foi confirmada à Glamour pela assessoria de imprensa de Virginia.
"Eu fiquei muito tensa com a situação naquela época... Então, quando fui fazer o meu cabelo, a pessoa que estava ali mexendo viu que a falha era atrás, tirou uma foto e mostrou pra mim. Eu procurei um especialista que deu o diagnóstico devido ao estresse", contou na ocasião.
O que é alopecia areata?
De acordo com a dermatologista Valéria Campos, professora convidada do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP), "a alopecia areata é uma doença inflamatória e autoimune que resulta na formação de placas sem cabelo no couro cabeludo. A extensão da perda de fios pode variar de paciente para pacientes, restringindo-se, geralmente, a pequenas áreas, mas podendo, em alguns casos, afetar todo o couro cabeludo e até outras regiões do corpo que tenham pelos."
Os fios começam a cair resultando mais frequentemente em falhas circulares sem pelos ou cabelos. A extensão dessa perda varia, sendo que, em alguns casos, poucas regiões são afetadas. Em outros, a perda de cabelo pode ser maior.
"Há casos raros de alopecia areata total, nos quais o paciente perde todo o cabelo da cabeça; ou alopecia areata universal, na qual caem os pelos de todo o corpo. A alopecia areata não é contagiosa. Fatores emocionais, traumas físicos e quadros infecciosos podem desencadear ou agravar o quadro", segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Quais as causas da alopecia areata?
De acordo com a farmacêutica Patrícia França, ela é uma doença autoimune, com um forte gatilho da própria imunidade, além do fator genético. "Também temos um comprometimento inflamatório, muitas vezes gatilhada pelo estresse e que se relaciona com a doença", explica a expert.
Tratamento para alopecia areata
Pacientes com quadro universal, muitas vezes, não conseguem ver a reversão total. Já no caso das alopecias areatas, há chances a partir da união do apoio psicológico e psiquiátrico com o tratamento dermatológico para induzir a remissão.
"Os tratamentos vão desde cremes a loções à base de corticoides até infusão e administração via oral. Também existe o Minoxidil para uso interno e externo. Falando em medicamentos, ainda contamos com a antralina, que é uma substância que 'irrita' o sistema imunológico, fazendo com que ele ataque a substância e deixe o folículo de lado. Além dos clássicos, atualmente também se fala em medicações chamadas de biológicos, que são ultramodernas, muito discutidas em congressos. Resumidamente, ela é posicionada de forma subcutânea para controlar o sistema imunológico e o permitir que os fios cresçam novamente", afirma o dermatologista Alessandro Alarcão, pós-graduado em Cirurgia Dermatológica, Laser e Cosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC-SP).
Suplementos orais (antioxidantes e anti-inflamatórios), uso de laser de baixa intensidade (LED para uso domiciliar) e até mesmo intervenções no estilo de vida com o objetivo de controlar o estresse podem fazer parte da abordagem.
O mais importante é marcar uma consulta com o seu dermatologista caso perceba queda de cabelo bruscas, excessiva ou que deixa pequenas áreas rapidamente descobertas. “É uma doença que traz muito trauma principalmente para as mulheres. Essas pacientes precisam ser tratadas com carinho e respeito”, finaliza Valéria.









