Psoríase: entenda o diagnóstico revelado por Kelly Key
A doença de pele atinge 3% da população mundial e é caracterizada por descamações incômodas. Dermatologistas dividem mais detalhes aqui
A cantora Kelly Key dividiu nesta segunda-feira (9.9) detalhes do tratamento contra a psoríase. Em uma sequência de stories no Instagram, relatou que estava tomando mais uma dose de medicamento e refletiu sobre o diagnóstico.
"Viver com uma doença autoimune pode ser desafiador, eu sei... Sinto na pele! Mas durante este processo, aprendi que sou muito mais forte do que qualquer adversidade. Aprendi a ver minha psoríase não como um obstáculo, mas como uma oportunidade de me conhecer melhor, de me cuidar mais profundamente e de valorizar cada pequena vitória", introduziu. "Acredite em sua resiliência, cuide do seu corpo e da sua mente com carinho e paciência, e nunca se esqueça de que você não está sozinho nessa jornada. Seu valor não está na aparência, mas na força que você demonstra a cada passo", finalizou.
De acordo com a Sociedade de Brasileira de Dermatologia, ela se trata de uma doença comum, crônica e que não é contagiosa. O quadro autoinflamatório causa o aparecimento de lesões que descamam na pele. Pensando em elucidar todas as dúvidas sobre o assunto, conversamos com as dermatologistas Antonella Murad e Natasha Crepaldi.
Mas, afinal, o que é a psoríase?
Como já comentamos, a doença que afeta a pele é crônica, cíclica, ou seja, os sintomas vão e voltam periodicamente, e não é contagiosa. As causas da doença são desconhecidas, mas, segundo a dermatologista Antonella Murad, ela pode estar relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. A psoríase pode atingir todas as idades, mas é mais comum aparecer entre os 30 e os 40 anos.
O que ela causa?
A psoríase pode aparecer de diversas formas, a mais comum é a em placas, onde aparecem manchas vermelhas com uma descamação branco prateada. “As placas aparecem de forma simétrica nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo e região sacral”, explica a dermatologista Natasha Crepaldi.
Também podem aparecer em forma de pequenas gotas vermelhas, chamada de gutata, pústulas, na palma das mãos, unhas, onde elas ficam com relevo, podendo até descolar dos dedos, e até atingir articulações. Em casos mais graves, aparece a forma eritrodermica, que acomete o corpo inteiro.
Existe algum gatilho que ativa a psoríase?
Sim! Alguns fatores podem desencadear um quadro da doença, como infecções bacterianas ou virais, estresse, tabagismo, alcoolismo e até alguns remédios. O colesterol e a pressão alta também são fatores desencadeante da doença.
Quais são os tratamentos?
Apesar de não ter cura, a psoríase pode ser tratada com medicamentos tópicos como cremes e pomadas, medicamentos em comprimidos ou injetaveis, em casos moderados a graves, ou pessoas que sofrem de artrite psoriásica e até a fototerapia, onde o corpo é exposto à luz ultra violeta. Vale lembrar que todos os tratamentos devem ser indicados e tratados por um dermatologista.









