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Pele
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Atire o primeiro frasco de cosmético quem nunca levou uma bronca na infância para não mexer com limão em dias de sol. Esse tipo de mancha escurecida na pele, talvez, seja o mais comum no nosso imaginário, mas está longe de ser o único. Antes de começarmos: sim, a acidez do limão pode gerar marcas na área de contato após exposição solar – ela se chama especificamente fitofotodermatose, para os nerds e curiosos, e tende a sair com o tempo. Além dela, entretanto, há toda uma cartela de variedades, igualmente com causas variáveis e a depender do tom de pele.

Entre as persistentes, está o melasma, vilão do verão para muita gente. "Ele se caracteriza pelo aparecimento de manchas escuras no rosto, mas também colo e braços. Tem relação com hormônios femininos (dos anticoncepcionais às variações da gestação e da menopausa) e, principalmente, é desencadeado pela exposição desprotegida à luz ultravioleta e à luz visível", explica a dermatologista Paola Pomerantzeff, de São Paulo. São homogêneas, irregulares, acastanhadas, geralmente bilaterais, e com contornos bem definidos. "Também frequentes na região malar, de testa e de buço", aponta a médica. A dificuldade no tratamento está na recidiva. Tão importante quanto suavizá-la é manter a proteção solar e outros pontos de controle para que ela não volte.

Entretanto, nem toda mancha escurecida é melasma. Há as melanoses, que são os pontos marrons causados pelo sol, frequentemente posicionados nas mãos, no rosto e nas costas, áreas de maior exposição no cotidiano. E, na pele negra especificamente, a variação ainda aumenta: a hiperpigmentação castanha pode ser causada até pela resposta inflamatória. Isso acontece, pois os melanócitos neste fototipo são hiper-reativos, ou seja, as células que produzem melanina reagem mais intensamente às lesões e aumentam essa produção. Por isso, não é raro que a pele preta ganhe áreas de hiperpigmentação após cicatrização de machucados, feridas, picadas e até foliculite. Quem vai dizer qual tipo é a sua e o tratamento mais indicado será um dermatologista.

O que podemos adiantar é que, nos dias mais quentes e de praia, dois cuidados devem ganhar protagonismo no skincare de quem tem manchinhas. O uso de protetor solar deve ser intensificado, melhor ainda se rolar a dobradinha de proteção sem cor e camada com cor por cima. E, em segundo lugar, prestar atenção ao rótulo dos produtos com agentes uniformizadores.

"Retinoides, ácido kójico e ácido tranexâmico são alguns dos despigmentantes tópicos, que devem ser combinados a agentes calmantes para não agredir demais a pele", explica a dermatologista. "Em geral, a rotina será de vitamina C e protetor solar facial pela manhã e hidratante e uniformizador à noite", completa, lembrando que o filtro também será importante para evitar reações adversas aos ácidos. A seguir, uma seleção de novidades para debater com seu médico.

As novidades de skincare para cuidar de manchas e melasma na pele — Foto: Divulgação
As novidades de skincare para cuidar de manchas e melasma na pele — Foto: Divulgação

  • Sérum Anti-Pigment Dual, Eucerin (R$ 299);
  • Sérum Glycolic Bright, L'Oréal Paris (R$ 118);
  • Gel-creme BlancyTX, Mantecorp (R$ 177);
  • Sérum MelaB3, La Roche-Posay (R$ 290);
  • Sérum Melaclear Advanced, Isdin (R$ 270);
  • Sérum Guava Vitamin C, Glow Recipe (R$ 299);
  • Sérum Super Niacinamida 20%, Sallve (R$100);
  • Sérum Uniformizador Neo Dermo, Eudora (R$ 130).

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