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Pele
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Olhar no espelho e encontrar uma pele marcada pelas espinhas pode ser desanimador, mas a boa notícia é que a dermatologia evoluiu e oferece diversas soluções eficazes. Manchas e cicatrizes de acne, embora desafiadoras, não precisam ser permanentes. Atualmente, há tratamentos que podem revitalizar a sua pele.

Neste guia, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre as cicatrizes de espinha: os diferentes tipos, quais são as técnicas mais modernas para tratá-las, os cuidados pós-procedimento, além de descobrir se os dermocosméticos realmente ajudam a atenuar manchas de acne.

Como as cicatrizes de acne são formadas?

As cicatrizes de acne acontecem depois que temos uma inflamação que pode virar uma infecção. "Ela é causada por um desequilíbrio. Aqueles poros mais dilatados acumulam resíduos que viram cravo e esse cravo pode inflamar e virar uma espinha. Além disso, algumas pessoas têm uma pele mais oleosa e tem uma tendência a ter mais acne", explica a dermatologista Bruna Vallcorba à Glamour.

Cutucar a espinha pode mesmo provocar manchas?

Sim! Segundo Bruna, cutucar espinhas pode causar cicatrizes. "Quando temos uma acne ou é uma acne em forma de cisto nodular, e você se expõe ao sol, e manipula com a mão suja, está colocando bactérias naquela região. Ao espremer, você agride aquela pele", afirma. "Essas cicatrizes podem ser em forma de mancha, chamadas de manchas hipercrômicas, que são pós-inflamatórias. Elas ficam com aquele vermelho/arroxeado mais escurecido depois da manipulação e levam de semanas a meses para sumir", completa. Manchas mais profundas, causadas por acnes nodulares, tendem a ser permanentes em muitos casos. "Se forem tratadas logo que a condição surge, conseguimos reverter."

Fatores genéticos e hormonais podem influenciar na formação de cicatrizes?

A formação da cicatriz está totalmente relacionada à fatores genéticos, hormonais e ao estilo de vida de cada um. "A forma que vivemos, limpamos a pele e nos alimentamos influencia 100% esses quadros. Os genéticos influenciam, mas o hormonal é o que mais tem relação depois dos nossos hábitos. Podemos observar mais espinhas aparentes na adolescência e na fase da mulher adulta, com picos de hormônio, por exemplo. Tem como tratar todas elas, claro", diz a dermatologista.

As acnes são classificadas em dois tipos: inflamatória e a não inflamatória, além de possuírem cinco graus. "O grau um, por exemplo, é quando aparece uma espinha no período pré-menstrual, numa fase mais de adolescência, ou quando dormimos de maquiagem, sem limpar a pele. Já o grau cinco é o mais extremo. Neste caso, a paciente apresenta acne espalhada no rosto, colo e nas costas. Como tratamento, entramos com antibiótico pois é mais assertivo para você evitar a formação de cicatrizes", esclarece.

Quais são os tipos de cicatrizes de acne?

Existem diferentes tipos de cicatrizes de acne, são elas: atróficas, hipertróficas, queloides, manchas pós-inflamatórias e mistas. "As atróficas são aquelas mais marcadas, mais profundas, dão aquele aspecto de furinho na pele, enquanto as hipertróficas fazem um relevo", explica.

Já o queloide é um tipo de ferida que se forma quando o tecido cicatricial cresce de maneira excessiva e descontrolada. Temos ainda as manchas pós-inflamatórias, que na verdade, são descolorações da pele após a acne, e as cicatrizes mistas, combinações de diferentes tipos na mesma área. "Podemos ter aquelas manchinhas avermelhadas, arroxeadas, amarronzadas…Isso, na maioria das vezes, é o que mais incomoda o paciente. Ele nem percebe se a cicatriz está mais alta ou mais baixa, ele se incomoda mais com a coloração", ressalta.

É possível corrigir totalmente essas lesões?

De acordo com a dermatologista, em algumas situações, sim. "Vai depender de cada caso e do grau de acne do paciente. Existem pessoas que tiveram acne na adolescência e só vão tratar a cicatriz na fase adulta. Nesse cenário, encontramos mais dificuldade de tirar por completo essa lesão", diz. Mas antes de qualquer tratamento, Bruna destaca a importância de conduzir uma investigação detalhada com o auxílio de exames hormonais e de sangue. "Precisamos entender se tem alguma outra alteração influenciando o quadro."

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Quais são os melhores tratamentos?

Para Bruna, um dos tratamentos mais eficazes é o de microagulhamento. "Por meio de microagulhas você estimula uma nova cicatrização naquela pele. Tem ainda os lasers, que tratam a coloração da pele", diz. Um deles é o ablativo. Ele funciona removendo as camadas finas da pele, promovendo a regeneração de novas células. Há também o laser Erbium. "Ele faz uma recuperação mais rápida e melhor da pele, ajuda a abrir caminhos para drug delivery de ativos e auxilia a uniformizar a pele. Pra completar, indico o laser fotona. A luz intensa pulsada colabora muito na coloração", fala.

O uso de terapia regenerativa é outra maneira de tratar as cicatrizes. "Aparelhos de microagulhamento com associação dos exossomos, que são derivados de células-tronco, contribuem muito na regeneração celular. Sem dúvida, tem sido um sucesso. Há pacientes que conseguem reverter quase 100% do quadro", garante a dermatologista.

Quais são os cuidados pós-procedimento?

"O principal cuidado no pós-procedimento, tanto de microagulhamento quanto laser e peeling, é com a exposição ao sol. Alguns produtos da rotina de skincare também precisam ser suspensos durante e depois do tratamento. Muitas vezes, associamos ainda a medicação via oral", explica Bruna, que ressalta a importância da rotina de skincare. "Sabonete, hidratante e clareadores via oral.

Dermocosméticos realmente ajudam a atenuar as cicatrizes?

Bruna explica que depende muito do tipo de cicatriz. "Se for uma atrófica ou hipertrófica, os dermocosméticos não resolvem. Agora, se for uma cicatriz de coloração, os dermocosméticos ajudam a atenuar as cicatrizes. Por exemplo, ativos como o Thiamidol, ácido glicólico e ácido retinóico auxiliam a clarear as manchas. Já a vitamina C tem que tomar cuidado. Dependendo da sua textura, pode até piorar o quadro da acne", alerta.

A dermatologista destaca que, antes de adquirir qualquer produto, é fundamental consultar um profissional. "Dicas de redes sociais não substituem uma avaliação, porque a ordem dos produtos, como você utiliza…tudo influencia. Alguns itens, por exemplo, não devem ser usados em associação, porque às vezes você até quebra o efeito do que ele deveria fazer", conclui.

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