Como distinguir uma mancha solar de uma sarda
Aprenda a diferenciar as pintinhas charmosas de marcas de sol e descubra como proteger sua pele dos efeitos da radiação e do tempo
Desde a dica viral do brócolis até as tatuagens de henna — spoiler: elas não ficam boas —, as buscas por truques para desenhar sardas falsas que pareçam naturais cresceram exponencialmente nos últimos anos. Se há pouco tempo a tendência era escondê-las com maquiagem, em 2025 todo mundo deseja essas marquinhas charmosas que rejuvenescem o visual instantaneamente. Mas atenção, estamos falando única e exclusivamente de sardas.
A questão é, será que conseguimos diferenciar uma mancha solar de uma sarda? Muitas vezes, o que pensamos ser apenas uma sarda pode acabar sendo uma mancha solar; em outros casos, confundimos uma marca de nascença com uma hiperpigmentação recente. A pele tem memória e reflete tanto a genética quanto o passar do tempo, as alterações hormonais e, claro, o nosso estilo de vida.
Diferenças entre uma mancha solar e uma sarda
Em primeiro lugar, as sardas geralmente estão ligadas à genética e aparecem ainda na infância, enquanto as manchas solares são resultado cumulativo da exposição ao sol e costumam surgir com o passar da idade. “As sardas tendem a aparecer na infância e podem se intensificar no verão, mas, com a diminuição da exposição solar, acabam clareando ao longo dos meses. Já as manchas solares costumam aparecer depois dos 30 anos e permanecem durante todo o ano, ainda que se intensifiquem após o verão”, explica Estefanía Nieto, diretora de dermocosmética da Medik8.
A dermatologista María Garayar complementa com uma explicação visual. “Nós, dermatologistas, usamos uma lupa especial para diferenciá-las (o dermatoscópio), mas, de forma simples, as manchas solares tendem a ter bordas muito retas e que terminam abruptamente, enquanto as sardas ou sinais apresentam contornos mais difusos. Quanto à cor, ambas podem variar do marrom claro ao escuro, por isso o tom não é um critério confiável para distinguir”.
Como a exposição solar afeta as sardas
Para manter as sardas bonitas e bem definidas, é fundamental cuidar delas. Quando começam a se aglomerar, a se sobrepor ou a escurecer de forma significativa, geralmente isso indica que houve excesso de exposição solar. Além disso, pessoas com sardas são naturalmente mais propensas a desenvolver manchas. Isso acontece porque, em geral, têm a pele mais clara e sensível à radiação, e porque as sardas estão relacionadas à melanina. Esses dois fatores aumentam as chances de que uma pele sardenta apresente hiperpigmentações ao longo dos anos, explica Raquel González, cosmetologista e criadora da Byoode. A proteção solar durante todo o ano, portanto, é indispensável. “Embora muitas vezes associamos o surgimento de manchas apenas à exposição solar no verão, outras formas de radiação também contribuem para esse processo, incluindo a luz visível e até a emitida pelas telas”, acrescenta a dermatologista María Garayar.
As manchas solares, ou lentigos, podem fazer com que uma pele naturalmente charmosa por causa das sardas pareça opaca ou danificada. Sardas são adoráveis. Manchas solares, nem tanto. Outra diferença importante é que as sardas tendem a escurecer no verão e clarear no inverno, enquanto os lentigos mantêm a mesma cor durante todo o ano. E, embora ambas se manifestem em tons que variam do marrom claro ao escuro, não são a mesma coisa. “As sardas são consideradas parte da identidade de uma pessoa e não oferecem riscos à saúde”, reforça a equipe da Byoode.
Já as manchas solares exigem atenção redobrada. “São um sinal de fotoenvelhecimento e mostram que a pele acumulou danos solares. Nem sempre são malignas, mas funcionam como um alerta para intensificarmos a fotoproteção e o acompanhamento”, adverte Mireia Fernández, diretora de dermocosmética da Perricone MD.









