Estes são os suplementos que você deve tomar em cada fase da sua vida
Vitamina D, cálcio e magnésio são os melhores para pessoas na faixa dos vinte e poucos anos, enquanto ômega-3 é necessário para pessoas na faixa dos 40
Cuidar da saúde em cada fase da vida exige muita atenção às necessidades do corpo e é aí que os suplementos alimentares podem ser grandes aliados. Eles são perfeitos para quem busca mais energia, bem-estar e prevenção de doenças, principalmente quando a alimentação sozinha não dá conta de fornecer todos os nutrientes necessários.
De acordo com um relatório do Health & Food Information Service (HSIS), um terço das mulheres britânicas apresenta deficiência de nutrientes, e mais da metade sequer presta atenção ao que consome diariamente. A nutricionista Dra. Carrie Ruxton, coautora da pesquisa, alerta: “As mulheres têm necessidades únicas de vitaminas, minerais e ácidos graxos que, se não forem atendidas na dieta alimentar, podem levar a problemas de saúde ou afetar o desenvolvimento da próxima geração. Por isso, é importante que as mulheres pensem nas necessidades nutricionais para cada fase da vida e evitem a abordagem de ‘medida única’”.
Então, quais vitaminas você deve tomar em cada fase da vida? A seguir, descubra o que você precisa – da infância aos 60 anos e além!
Na infância: vitaminas A, C, D e ômega-3
As crianças precisam de uma variedade de nutrientes que podem contribuir para um desenvolvimento saudável, destacando as vitaminas A, C e D.
“Nos primeiros anos da escola, o cérebro precisa do apoio de ômega-3 e de uma boa hidratação com água”, explica Ruxton. “A indecisão e a recusa alimentar são comuns nos primeiros anos, o que pode afetar a capacidade da criança de obter todos os nutrientes necessários. Combinar uma abordagem que prioriza a alimentação com um multivitamínico pediátrico é um bom caminho, mas adicione um suplemento de óleo de peixe, caso ela não queira comer peixes oleosos”.
Na adolescência: vitaminas do complexo B, cálcio e ferro
A adolescência é um período de grande crescimento para as mulheres, o que significa que o cálcio é essencial para o crescimento do esqueleto. O ferro também pode ser necessário durante a menstruação.
“Pular o café da manhã ou seguir dietas da moda em uma tentativa de se parecer com a sua influenciadora favorita pode resultar em uma ingestão inadequada de vitaminas B e fibras”, acrescenta Ruxton. “O açúcar e os fast food com calorias vazias podem ser tentadores, especificamente se seus colegas estiverem exagerando, mas não contribuem em nada para nutrir seu corpo na transformação e podem colocá-la na zona de risco de deficiências”.
Aos 20 anos: vitamina D, cálcio, magnésio
“A vida é pura diversão – talvez bebendo muito álcool ou dependendo de comida para viagem. Mulheres jovens podem se sentir pressionadas a fazer dieta, mas o pico de massa óssea é atingido durante os 20 anos. Por isso, a falta de nutrientes para a saúde dos ossos, como vitamina D, cálcio e magnésio, pode levar à osteoporose mais tarde”, diz Carrie. “Dada a tendência crescente de dietas à base de plantas, muitas mulheres não sabem que evitar alimentos de origem animal pode levar à deficiência de vitaminas B12, D, ferro, iodo, zinco e selênio”.
Para a gravidez: ácido fólico, colina, iodo, vitamina D, proteínas e fibras
Se você está tentando engravidar, em qualquer idade, Ruxton recomenda tomar ácido fólico – ou vitamina B9 –, colina e iodo, pois são a “chave para uma concepção saudável”.
“Dados governamentais mostram que nove em cada 10 mulheres têm níveis baixos de vitamina B9 no sangue, essencial para proteger o feto de defeitos do tubo neural”, explica Carrie.
“Após a gravidez, a mulher precisa aumentar a ingestão de vitamina D e de proteínas de alta qualidade para o crescimento dos tecidos, bem como de fibras para a saúde intestinal. No entanto, dois quintos (39%) das mulheres do Reino Unido nunca tomam suplementos de vitamina D, de acordo com a pesquisa do HSIS. A vitamina B6 demonstrou ajudar a aliviar sintomas leves de náusea e enjoo matinal”.
Também vale a pena adicionar ômega-3 durante a gravidez. Como Stephanie Baker, nutricionista e consultora da Purolabs, explica: “O ômega-3 é um nutriente incrivelmente vital para gestantes. Estudos demonstram que são necessárias grandes quantidades de DHA, que se encontra no ômega-3, para o desenvolvimento dos olhos e do cérebro do feto. Acredita-se que a suplementação com ômega-3 durante a gravidez pode realmente aumentar o QI do bebê e também demonstrou ajudar a reduzir as respostas alérgicas, melhorar a visão do bebê e está relacionada com um peso saudável ao nascer. Não existe uma dose diária recomendada de ômega-3 para a gravidez, no entanto, uma dose de 200-300 mg demonstrou ser segura e eficaz (isso equivale a duas porções de peixe oleoso com baixo teor de mercúrio por semana)”.
Aos 30 e 40 anos: polifenóis, potássio, ômega-3 e vitamina B5
“Nesta fase da vida, as mulheres podem frequentemente ser puxadas para muitas direções, entre trabalho, relacionamentos, filhos e parentes idosos. Embora possa ser um período de pico de realizações e renda, o estresse, o cansaço e a pressão do tempo cobram seu preço”, afirma Ruxton.
“Justamente quando é essencial encaixar as peças do quebra-cabeça da saúde para garantir um envelhecimento saudável, muitas mulheres ganham peso, tornam-se mais sedentárias e fazem escolhas alimentares pouco saudáveis – com algumas taças de vinho. Os nutrientes essenciais nesta fase incluem polifenóis, potássio e ômega-3 (para a saúde cardíaca e vascular), mantendo as gorduras saturadas e os açúcares sob controle. Metade (49%) das mulheres entrevistadas na pesquisa HSIS desconhecia a importância do ômega-3 para a saúde cardíaca”.
Aos 50 anos: cálcio, magnésio, vitamina D e vitaminas do complexo B
O final dos anos 40 e o início dos 50 anos costumam ser períodos de mudanças hormonais, pois é quando a maioria das mulheres passa pela menopausa, o que pode ser um período difícil, tanto mental quanto fisicamente.
“O ferro é uma deficiência a ser observada se a menstruação ficar mais intensa. Para muitas mulheres, o ganho de peso e o inchaço podem ser problemáticos, sendo a saúde intestinal um fator crucial”, aponta a nutricionista. “As vitaminas do complexo B são necessarias para lidar com as alterações de humor e as ondas de calor podem impactar gravemente o dia a dia da mulher. As mulheres também precisam manter a densidade mineral óssea com vitamina D e cálcio, pois os ovários param de produzir o estrogênio protetor”.
A partir dos 60 anos: ômega-3, vitamina D, vitamina A, vitamina C, probióticos e prebióticos
Ao chegar aos 60 anos, o que você ingere se torna crucial, pois, nessa idade, seu corpo tem necessidades energéticas menores e necessidades de micronutrientes semelhantes ou maiores.
“Multivitamínicos e multiminerais podem realmente se destacar nesta idade”, aponta Carrie. “Minimizar o declínio cognitivo é um foco fundamental para mulheres mais velhas, sendo o ômega-3 um nutriente protetor fundamental”.
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Além disso, a saúde imunológica também precisa da ajuda das vitaminas A, C e D. “O envelhecimento traz um declínio na diversidade bacteriana intestinal, deixando o corpo mais vulnerável a bactérias e vírus, portanto, o suporte à saúde intestinal com probióticos e prebióticos pode ser útil. Esses suplementos podem ser uma alternativa a iogurtes naturais, alimentos fermentados, chá, cebola, alho e alcachofra”, finaliza Ruxton.









