Histerectomia: o que é a cirurgia e quando devemos recorrer a ela
A cirurgia de remoção do útero, conhecida como histerectomia, total, subtotal ou radical é mais comum do que você imagina, sabia?! Te explicamos mais sobre o procedimento e a recuperação.
Por Julia Ribeiro (@juribeirodelima)
A cirurgia de remoção do útero, também chamada de histerectomia, é uma intervenção antiga e tem seu primeiro registro no ano de 1507. De acordo com a ginecologista Karina Tafner, a histerectomia é a segunda cirurgia ginecológica mais realizada em mulheres, perdendo apenas para a cesárea. Ah, ela ainda estima que cerca de 20% a 30% das mulheres passarão por esse procedimento até os 60 anos de idade. Provavelmente, você conhece alguém que se submeteu a uma histerectomia total, subtotal ou radical.
Quem deve fazer uma histerectomia?
Ao contrário do que se pensa, o procedimento não é feito apenas em pacientes com câncer de colo de útero, mas, segundo a ginecologista Luisa Ramos Martins: "Muitas vezes, quem deve fazer uma histerectomia é quem recorre necessita de uma medida preventiva, além de serem uma opção para pacientes com miomatose uterina, prolapso uterino, adenomiose, sangramento uterino anormal e até endometriose". Apesar disso, Karina afirma que a histerectomia por motivos não cancerígenos é apenas a última escolha: "A cirurgia deve ser realizada só quando todas as outras alternativas de tratamento não funcionaram".
Quais são os tipos de histerectomia?
Existem alguns tipos de histerectomia e cabe ao médico decidir qual será feito, são eles:
- Histerectomia supracervial ou subtotal: quando é removido toda a parte superior do útero, mantendo o colo do útero no lugar.
- Histerectomia total : quando é removido todo o útero(corpo e colo).
- Histerectomia radical: quando é removido todo o útero, o tecido nas laterais do útero, o colo do útero e a parte superior da vagina. Segundo Karina, esse tipo é indicado apenas na presença de um câncer.
Como são feitas?
Na histerectomia os ovários também são retirados?
Não necessariamente. "A retirada dos ovários só é realizada , em conjunto com a histerectomia, quando há indicação por alguma patologia que os esteja acometendo pois quando os ovários são retirados, a mulher perde sua fonte do hormônio e entra automaticamente na menopausa", explica Karina.
Existe algum risco?
Como em toda cirurgia, sim, existem riscos, mas eles são raros e só acometem de 0,1% a 0,6% das pacientes. Apesar disso, podem acontecer, à curto prazo, lesões ao intestino e bexiga e até incontinência urinária à médio prazo.









