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Redação Glamour

A dismorfia corporal ou Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) se tornou uma preocupação crescente, especialmente com o aumento do uso das redes sociais. Na procura por padrões de belezas irreais, alimentados por filtros, edições de imagem e a busca incessante por "likes", muitas pessoas têm desenvolvido uma obsessão pela aparência "perfeita". Essa condição pode afetar gravemente a qualidade de vida e o bem-estar emocional do indivíduo. Por isso, é essencial que fiquemos atentos aos sinais e saibamos como lidar com o problema.

O que é dismorfia corporal?

A dismorfia corporal é um transtorno mental caracterizado por uma preocupação obsessiva com defeitos imaginários ou mínimos na aparência física. "Diferente de uma simples insatisfação, onde a pessoa reconhece que não gosta de algo específico em sua aparência, na dismorfia corporal, essa preocupação se torna debilitante, interferindo significativamente na vida cotidiana", explica a psicóloga Larissa Fonseca. "Embora possa afetar qualquer pessoa, estudos indicam que as mulheres são mais frequentemente diagnosticadas, possivelmente devido às pressões sociais sobre padrões de beleza", completa.

Como reconhecer os sinais?

"Os principais sinais incluem a fixação exagerada em aspectos específicos do corpo, como nariz, pele ou peso, frequente busca por validação sobre a aparência, comportamentos compulsivos como se olhar no espelho repetidamente ou evitar espelhos, e a tendência a fugir de situações sociais por medo de julgamento", diz Larissa.

Quais são os fatores que contribuem para a dismorfia corporal?

Fatores genéticos, experiências traumáticas, padrões de beleza impostos pela sociedade, baixa autoestima e bullying são alguns dos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da dismorfia corporal. "A exposição frequente a padrões de beleza irrealistas, especialmente em redes sociais, também desempenha um papel importante", ressalta.

Dismorfia corporal pode ser associada à anorexia?

"A dismorfia corporal foca especificamente na percepção distorcida de 'defeitos' físicos, enquanto a anorexia envolve uma preocupação excessiva com o peso e a forma corporal, resultando em comportamentos extremos para perder peso. Já a depressão pode envolver uma visão negativa de si mesmo, mas não se limita à aparência física. A chave está na natureza da preocupação e nos comportamentos associados", afirma a psicóloga.

Dismorfia  pode ser agravada por conta das redes sociais (Foto: Getty Images) — Foto: Glamour
Dismorfia pode ser agravada por conta das redes sociais (Foto: Getty Images) — Foto: Glamour

As redes sociais podem agravar o problema?

As redes sociais e a mídia têm um papel significativo ao promoverem padrões de beleza inatingíveis e constantemente incentivam pessoas na busca de imagens idealizadas e editadas. "As plataformas digitais mantêm constantemente a comparação negativa diminuindo a autoestima. Isso pode aumentar a insatisfação com a própria aparência e levar ao desenvolvimento ou agravamento da dismorfia corporal, especialmente em indivíduos mais vulneráveis", alerta.

Quais são os métodos para tratar a dismorfia corporal?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é considerada o tratamento mais eficaz, focando na identificação e modificação dos pensamentos distorcidos relacionados à aparência. "Em alguns casos, o uso de medicamentos como antidepressivos pode ser necessário para ajudar a controlar os sintomas", diz Larissa. A psicóloga explica que a condição mental pode ser curada completamente. "A dismorfia corporal pode ser tratada com sucesso, levando a uma melhora significativa na qualidade de vida do indivíduo. No entanto, como em muitos transtornos mentais, o foco do tratamento geralmente está no gerenciamento contínuo dos sintomas, ajudando o indivíduo a desenvolver uma relação mais saudável com sua aparência."

Que estratégias se pode adotar para evitar a dismorfia corporal?

Focar em práticas de autocuidado, limitar o tempo de exposição às redes sociais, buscar apoio psicológico e praticar a aceitação corporal são estratégias eficazes. "Desenvolver uma visão mais compassiva e realista de si mesmo, desafiando pensamentos negativos e evitando comparações, também é essencial para melhorar a autoimagem", completa a psicóloga.

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