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Saúde
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Por
Redação Glamour
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O sexo costuma ser uma experiência prazerosa — você já sabe que pode ser muito divertido, ajudar a criar uma conexão com a companhia e resultar em um orgasmo incrível. Portanto, não há nada mais frustrante do que acabar com a vagina dolorida ou inchada depois. Embora existam várias condições que podem causar coceira ou queimação na região após o sexo, também é possível que seu corpo reaja ao próprio ato sexual quando há um pênis envolvido. Sim, você pode ser alérgica ao sêmen, da mesma forma que a outros tipos de substâncias com as quais entra em contato.

Uma alergia ao sêmen (também conhecida como hipersensibilidade ao plasma seminal) ocorre quando proteínas presentes no sêmen desencadeiam uma resposta imune em seu corpo. E isso pode acontecer de duas maneiras, explica Jonathan A. Bernstein, alergista de Cincinnati que pesquisou reações alérgicas ao sêmen: uma reação sistêmica, que envolve vários sistemas de órgãos; ou uma reação localizada, que ocorre apenas nas áreas em que o sêmen entra em contato com o corpo.

Em ambos os casos, a vagina e a vulva podem ficar bastante irritadas: dor, queimação, inchaço e coceira são comuns. Bernstein afirma que algumas pessoas descreveram a sensação como se "mil agulhas estivessem perfurando a vagina", o que pode ser bastante grave. Em uma reação sistêmica, você também pode apresentar sintomas em outras partes do corpo, como urticária, erupções cutâneas, inchaço do rosto ou lábios, chiado no peito, diarreia e, em casos raros, até anafilaxia (embora não tenha havido relatos de morte por alergia ao sêmen).

Ambos os tipos de reações são raros; pesquisas sugerem que até 40.000 pessoas com vagina nos Estados Unidos são alérgicas ao sêmen. No entanto, especialistas suspeitam que isso pode ser mais comum do que os números indicam, tanto pela falta de estudos sobre o assunto quanto porque muitas pessoas não se sentem à vontade para discutir sintomas relacionados ao sexo com seu médico. Então, se isso soa familiar, continue lendo para entender como isso acontece e o que fazer caso seu corpo pareça ser "anti-sêmen".

Alergia a sêmen é possível? Entenda os sintomas e tratamentos — Foto: Pexels
Alergia a sêmen é possível? Entenda os sintomas e tratamentos — Foto: Pexels

O que causa uma reação alérgica ao sêmen?

Existem diferentes cenários possíveis, dependendo de a reação envolver várias partes do corpo (sistêmica) ou ocorrer apenas ao redor da vagina (localizada).

Uma reação sistêmica é um tipo clássico de alergia do tipo 1, semelhante às alergias alimentares e sazonais: seu sistema imunológico identifica uma substância (neste caso, as proteínas no sêmen) como uma ameaça potencial e, para tentar proteger o corpo, inicia um ataque liberando anticorpos chamados imunoglobulina E (IgE). Esses anticorpos liberam histamina, que causa todos os sintomas desconfortáveis.

Por outro lado, uma reação localizada pode ter outra causa. Bernstein sugere que as proteínas do sêmen podem interagir com o revestimento do tecido vaginal, desencadeando receptores que provocam uma resposta inflamatória (ou seja, causam dor). Substâncias semelhantes a hormônios chamadas prostaglandinas, presentes no sêmen, também podem causar inflamação ao redor da vagina em algumas pessoas, sem gerar sintomas em outras partes do corpo.

Como saber se você tem alergia ao sêmen?

Infelizmente, muitas coisas podem causar desconforto vaginal, e é fácil confundir uma alergia ao sêmen com outra condição. O principal sinal é uma sensação de queimação dolorosa na vagina e vulva que começa durante ou logo após o sexo desprotegido. Isso pode durar de meia hora a várias horas. Você também deve observar outros sintomas alérgicos, como urticária ou chiado no peito. É importante destacar que é improvável que você tenha sintomas de alergia ao sêmen se usar preservativo.

Como lidar com uma alergia ao sêmen?

A maneira mais simples de evitar a reação é usar preservativo durante o sexo para impedir o contato com o sêmen. Contudo, se essa não for uma opção, especialmente se você estiver tentando engravidar, há outras soluções. Antialérgicos como Benadryl ou Claritin podem ajudar a evitar ou aliviar reações sistêmicas leves, enquanto medicamentos anti-inflamatórios como ibuprofeno podem reduzir a dor vaginal localizada. Para casos mais graves, é recomendável procurar um alergista, que pode sugerir tratamentos como a dessensibilização intravaginal ou imunoterapia subcutânea.

Se seu objetivo for engravidar, fertilização in vitro (FIV) ou inseminação intrauterina (IIU) são alternativas viáveis, já que o esperma é "lavado" antes do uso, removendo as proteínas que causam a reação.

Por fim, ao tratar uma alergia ao sêmen, é possível manter uma vida sexual e relacionamento saudáveis. Caso os sintomas persistam, não hesite em procurar orientação médica, pois a única reação que seu corpo deve ter ao sexo é de prazer.

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