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Saúde
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Redação Glamour

Em vídeo publicado em seu TikTok no último final de semana, a influenciadora Maíra Cardi, de 41 anos, revelou que foi diagnosticada com trombofilia. O momento do diagnóstico é delicado, pois Maíra está grávida de seu terceiro filho. Na publicação, ela informou que está sendo acompanhada por um médico e recebendo o tratamento adequado. “Eu comecei a estudar sobre a doença, entender o caso e fiquei mais tranquila”, afirmou.

Segundo a cirurgiã vascular Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a trombofilia é a tendência do indivíduo a sofrer com trombose devido a uma circulação prejudicada, o que favorece a formação dos coágulos sanguíneos, característicos da trombose, no interior das veias. “Éimportante ressaltar que são problemas diferentes. Uma pessoa com trombofilia pode nunca ter uma trombose na vida. E quem sofre com trombose não necessariamente tem trombofilia”, explica a médica.

Maíra Cardi é diagnosticada com trombofilia durante gestação — Foto: Reprodução/TikTok
Maíra Cardi é diagnosticada com trombofilia durante gestação — Foto: Reprodução/TikTok

Mas, por que a trombofilia pode ser tão complicada durante uma gestação? “As alterações sanguíneas causadas pela trombofilia podem provocar obstrução da circulação placentária, com consequente redução do fluxo de sangue para o local. Em casos em que apenas parte das veias é obstruída, o resultado pode ser uma diminuição do fornecimento de nutrientes para o bebê com consequente redução do crescimento fetal. Já em casos mais graves, pode ocorrer o descolamento da placenta e até mesmo a morte do feto, levando a partos prematuros e aumentando o risco de aborto”, explica Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da clínica Mater Prime, em São Paulo.

E como é possível identificar e diagnosticar essa condição? “Inchaço repentino e duradouro, principalmente nos membros inferiores, dor constante, mudança de coloração e aumento de temperatura no local são sinais de alerta para a formação de um coágulo. Mas a trombofilia é, em muitos casos, assintomática, visto que nem sempre leva à formação de coágulos”, diz Aline, que, por isso, recomenda que pessoas com antecedentes pessoais ou histórico familiar de abortos, trombose ou trombofilia na família mantenham um acompanhamento vascular.

Segundo Rodrigo, é muito comum, inclusive, as mulheres receberem o diagnóstico de trombofilia durante tentativas de engravidar em procedimentos de fertilização in vitro sem sucesso, já que a condição pode causar falhas na implantação do embrião. “As alterações na circulação causadas pela trombofilia, com aumento do risco da formação de coágulos, podem atrapalhar que a implantação embrionária ocorra como deveria”, diz o médico.

Em caso confirmado de diagnóstico, o tratamento é indispensável para assegurar a sobrevivência do bebê e o bem-estar da gestante. Mas a abordagem pode variar dependendo do caso. “Podemos prescrever o uso de anticoagulantes, como a heparina, e a adoção de um estilo de vida saudável, abandonando hábitos que figuram como fatores de risco para o problema", introduz a cirurgiã.

"Recomenda-se, por exemplo, que a mulher pare de fumar e ingerir álcool, consuma bastante água, adote uma alimentação balanceada, realize exercícios físicos regularmente e evite passar muito tempo na mesma posição. Peso excessivo também figura entre os fatores agravantes, pois o excesso de gordura aumenta o estado inflamatório e dificulta o retorno venoso, tornando a circulação venosa mais lenta”, completa.

Rodrigo Rosa ainda ressalta que, para mulheres com trombofilia que desejam engravidar, a Fertilização In Vitro pode ser recomendada após o tratamento da condição ser iniciado, pois permite um maior acompanhamento e controle de todo o processo.

"Um pré-natal rigoroso é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê. Além disso, é recomendado o tratamento multidisciplinar do paciente, que deve seguir sendo acompanhado de perto tanto por um obstetra quanto por um médico vascular”, completa o médico.

“Em casos graves, podemos continuar com o uso de anticoagulantes durante toda a gestação para prevenir o espessamento do sangue e a formação de coágulos. Já em casos em que o risco é menor, apenas o acompanhamento redobrado com um pré-natal reforçado e a adoção de um estilo de vida saudável é suficiente”, finaliza Aline Lamaita.

@cardinigro Minha gravidez, desabafo, novidades e várias outras coisas que quero compartilhar com vocês! ❤️ #maternidade #Gravidez #gestação #casal #filhos #mairacardi #thiagonigro #familia
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