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Saúde
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Pesquisadores do Instituto de Química (IQ) da Unesp, em Araraquara, desenvolveram um método inovador capaz de detectar adulterações em bebidas destiladas, como cachaça, vodka e whisky. A técnica, que promete beneficiar tanto consumidores quanto casas de eventos, é mais simples, rápida e barata que os métodos tradicionais, dispensando laboratórios sofisticados ou profissionais especializados.

O método, patenteado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) com apoio da Agência Unesp de Inovação (AUIN), foi criado para identificar excesso de metanol, substância tóxica presente em algumas bebidas. O teste é feito em duas etapas: primeiro, um tipo de sal é adicionado à bebida, transformando o metanol em formol. Em seguida, um ácido é aplicado, provocando mudanças na coloração da solução. Em apenas 30 minutos a amostra está pronta para análise.

O teste já foi aplicado com sucesso em amostras de gasolina, etanol, vodka, cachaça e whisky, apresentando 100% de precisão. A classificação das cores segue o seguinte padrão:

  • Verde: sem quantidades significativas de metanol
  • Verde amarronzado: 0,1% a 0,4% de metanol
  • Marrom: 0,5% a 0,9% de metanol
  • Roxo: 1% a 20% de metanol
  • Azul marinho: 50% a 100% de metanol

De acordo com a mestre em Química Larissa Modesto, uma das criadoras da técnica, o método já está desenvolvido e pré-validado como ensaio limite, seguindo as diretrizes da RDC 166 da Anvisa. Para se tornar um kit portátil comercializável (estimado em cerca de R$ 15), seria necessário o apoio de uma empresa especializada em kits analíticos.

Nos últimos dias, o número de notificações suspeitas de intoxicação por metanol subiu de 45 para 52 no estado de São Paulo, segundo balanço da Secretaria estadual da Saúde. Até agora, uma morte foi confirmada e outras cinco estão sob investigação.

O que metanol?

O metanol é um álcool usado na indústria como solvente e em diversos produtos químicos, mas é extremamente perigoso quando ingerido. No organismo, ataca primeiro o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas capazes de danificar a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo levar à cegueira, coma e até à morte. O consumo também pode causar insuficiência pulmonar e renal.

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