Loading beleza & estilo

Preparing Beleza Estilo information...

Rachel
Publicidade
Por
Rachel de Sá (@raborgesdesa)

“Meu Deus, e agora? Precisarei usar parte da minha reserva de emergência! Como não consegui prever isso? Rachel, que decepção!”. Recentemente, me peguei tendo o diálogo acima comigo mesma. Fazia contas e mais contas para entender como poderia me virar, sem precisar usar parte do dinheiro que investi ao longo dos últimos anos como reserva de emergência.

“Talvez se abrir mão desse gasto, ou tentar reduzir aquele outro...”. Não. Nada parecia funcionar. E aquilo ia me dando cada vez mais agonia.

Foi então que percebi uma coisa: a situação para a qual eu precisava usar aquele dinheiro era de fato uma emergência. Todas as características daquela necessidade financeira se encaixavam na definição de uma emergência. Então, por que me sentia tão culpada de recorrer à minha reserva?

A importância da reserva de emergência

Já abordei algumas vezes nesse espaço a importância da reserva de emergência para uma vida financeira saudável. Mas, como nunca é demais, vale lembrar que investir um montante suficiente para cobrir seus custos fixos por um período de 6 a 12 meses deve ser o primeiro passo de qualquer pessoa no mundo dos investimentos.

E de maneira relevante: investir esse dinheiro em um ativo seguro, com baixa volatilidade e alta liquidez. Afinal, a reserva de emergência não deve ter como objetivo atingir um diferencial de rentabilidade para seu dinheiro; e, sim, te preparar financeiramente para encarar imprevistos (financeiros ou não), que certamente cruzarão o seu caminho.

Em bom português: a reserva de emergência não serve para te tornar rica, mas, sim, para te garantir um sono mais tranquilo.

Nessa coluna recente, indico algumas das principais opções de investimento para construir uma reserva. Mas, hoje, decidi indicar outra coisa: como identificar quando recorrer a sua reserva de emergência.

Reserva, é agora?

Como não existe definição teórica (ou jurídico-legal) para determinar o uso de uma reserva de emergência, pego emprestado um conceito da gestão orçamentária no Brasil: o uso do crédito extraordinário.

O crédito extraordinário é um recurso criado para que o governo possa gastar mais do que o previsto no orçamento, ficando fora dos limites de regras fiscais, como o atingimento da meta de resultado primário (que nada mais é do que a meta de quanto o governo pode gastar no ano, considerando o quanto ele arrecada). Esse recurso foi utilizado, por exemplo, para permitir uma forte elevação dos gastos públicos com medidas para enfrentar a pandemia da Covid-19, como o auxílio emergencial.

"Mas por que raios ela foi usar esse elemento complexo, falando 'do neida' de regras fiscais em uma coluna sobre finanças pessoais?", você pode estar se perguntando.

Me explico. A referência ao tal do crédito extraordinário vem do fato de que, para que esse gasto adicional proposto seja aprovado pelo Congresso, ele precisa preencher os seguintes critérios: imprevisibilidade, urgência e necessidade.

Embora, na prática, isso não ocorra em todas as ocasiões em que o recurso é aprovado no Congresso, a teoria dita que é preciso se tratar de um gasto que não poderia ter sido previsto antes (e, portanto, incluído no orçamento de início), que seja imprescindível, e que precise ser realizado o quanto antes.

Viu só, cara leitora, onde eu queria chegar indo até Brasília?

Na vida pessoal, podemos, então, pegar emprestado o que deveria ser feito na gestão das contas públicas e aplicar a nossa gestão financeira, lembrando dos três pré-requisitos para a abertura do crédito extraordinário para o uso de parte (ou totalidade) de nossa reserva de emergência.

Nos perguntando, no momento da decisão, as seguintes questões: esse gasto é imprevisto, fruto de um evento totalmente fora do planejado, compreende uma necessidade essencial e precisa ser realizado com urgência?

Se a resposta for “sim” aos três critérios, sinta-se permitida em clicar em “resgatar”!

Usei a reserva, e agora?

Antes de tudo, não se sinta culpada por ter recorrido à sua reserva de emergência. Afinal, ela foi construída por você mesma justamente para isso, e seu “eu presente” agradece ao seu “eu passado” pelo cuidado.

E agora, depois que gastou? É hora de começar de novo! Sim, porque, infelizmente, imprevistos acontecem mais de uma vez na vida. Na realidade, eles tendem a acontecer com frequência, em maior ou menor grau. E, quando isso acontecer, é importante que você esteja novamente preparada para encará-los da melhor forma possível.

Assim, a hora se torna aquela de sacudir a poeira, dar a volta por cima, e voltar a investir. Calcule seus custos fixos, multiplique por 6 a 12, escolha um investimento que garanta segurança, previsibilidade e liquidez (como o Tesouro Selic ou um Fundo de investimento DI Simples), e comece tudo outra vez.

Seu “eu do futuro” agradece.

| Canal da Glamour |

Quer saber tudo o que rola de mais quente na beleza, na moda, no entretenimento e na cultura sem precisar se mexer? Conheça e siga o novo canal da Glamour no WhatsApp.

Mais recente Próxima A importância da pausa: no palco, na vida e nas finanças

Mais lidas

Mais de Glamour

Marciele fala sobre preparação para o Parintins e representatividade indígena no Prêmio Sim à Igualdade Racial

Marciele fala sobre preparação para o Parintins e representatividade indígena

Atriz, que interpreta a craque na cinebiografia, participou da cerimônia do ID_BR nesta quarta-feira (13) no Rio de Janeiro

Alice Carvalho exalta Marta: “Uma intelectual, sempre à frente do seu tempo”

Confira o que os astros reservaram para a quinta-feira

Horóscopo do dia: a previsão para os signos de hoje, quinta (14/05/2026)

Em entrevista ao “Papo Íntimo”, a coach falou sobre os julgamentos que enfrentou ao assumir o relacionamento

Maíra Cardi revela o medo que sentiu antes de se casar com Thiago Nigro: 'Como as pessoas vão fazer para não terem preconceito?'

Cantora reuniu amigos próximos, incluindo Jacquemus e Giuliano Calza, para dias de festa na ilha espanhola

Dua Lipa celebra despedida de solteira em Ibiza com looks de noiva e joias milionárias

“Gostaria de conseguir congelar o tempo”, escreveu a modelo ao postar as fotos

Kelly Piquet registra momento em família com Verstappen e a filha Lily em Saint Barthélemy

Equipe do novo filme de herói da DC desembarca no Rio de Janeiro em junho

Milly Alcock, Craig Gillespie, Ana Nogueira e Peter Safran vêm ao Brasil divulgar 'Supergirl'

Nós encontramos versões parecidas para você se inspirar na cantora

Taylor Swift usa vestido branco no valor aproximado de R$ 2000 em jantar com amigas

Atriz integra o júri do evento de cinema este ano

Festival de Cannes: Demi Moore aposta em visual sereia para segundo dia do evento

O casal prestigiou a première de "La Vie D'Une Femme" no evento

Festival de Cannes: Alexandra e Charles Leclerc atraem todos os flashes em tapete vermelho