bell hooks: 5 livros essenciais para conhecer o pensamento da autora
Autora norte-americana, conhecida pelas teorias feministas interseccionais e por defender a educação como ferramenta de transformação, faleceu neste dia 15/12, aos 69 anos
Por Por Paula Jacob (@pjaycob)
Se você nunca leu bell hooks, pare tudo o que está fazendo e folheie algum de seus livros – ao longo da carreira, iniciada em 1978, foram 40 títulos. Misturando vivências pessoais com pensamentos acadêmicos, a autora norte-americana aproximou seu público leitor do feminismo interseccional, da luta antirracista, da crítica à cultura e da defesa da educação como ferramenta de transformação social. Não só: falou de amor por meio de inúmeras esferas, mostrando que a escrita acadêmica pode, sim, ser de fácil acesso e leitura. Aqui, selecionamos 5 livros essenciais para você mergulhar na obra de bell hooks de peito e mente abertos. E, ah!, o nome dela é escrito em caixa baixa mesmo, uma homenagem à avó e uma crítica aos padrões acadêmicos.
O título já entrega: não espere por um feminismo branco, privilegiado e excludente nas páginas a seguir. Políticas feministas, direitos reprodutivos, raça, gênero, classe, violência, sexismo e mais permeiam as páginas divididas em capítulos curtos, concisos e esclarecedores. bell hooks mostra, com muita sabedoria, porque todos podem e devem se educar sobre o feminismo – homens, crianças, jovens, velhos, todos mesmo. (Editora Record)
Estudiosa de Paulo Freire, a escritora traz uma linha de educação como prática da liberdade. Daí o título, “ensinando a transgredir”: perfurar fronteiras de pensamento eurocentrado e excludente, consequentemente, racistas e sexistas. Ela une política e educação, e defende a paixão pela sala de aula no lugar de um ensino pragmático e padronizado. Indispensável para repensar o futuro. (Editora Martins Fontes)
Talvez uma das coisas mais lindas já escritas sobre o amor. Sim, é um livro teórico deslumbrante. O primeiro livro da sua Trilogia do Amor ela investiga a presença do amor na nossa vida: amorosa, familiar, profissional, religiosa e mais. Ela critica o patriarcado e o capitalismo, que criaram barreiras intermináveis para não entrarmos em contato com um amor possível e saudável para todos. Por uma ética amorosa, sim. (Editora Elefante)
Um clássico já nasce clássico, né?! O primeiro livro da pensadora já veio para firmar seu lugar ao sol na prateleira das feministas que somos. Partindo do discurso Sojourner Truth, de 1851, bell hooks discute os movimentos pelos direitos civis, o racismo e o sexismo fazendo pontes com as consequências da escravatura nos Estados Unidos na sociedade. (Editora Rosa dos Tempos)
Os ensaios críticos aqui reunidos colocam em discussão as alternativas para olhar para a negritude, a subjetividade de pessoas negras e, claro, a tão “polêmica” branquitude. A inquietação da autora é guiada pela necessidade de revermos como abordamos raça e representação. (Editora Elefante)









