Marina Ruy Barbosa fala sobre o desejo de ser mãe: "Não me sinto pressionada, mas é um sonho"
Em boa fase, a atriz se entrega ao privilégio de fazer um balanço das vitórias e calcular as próximas rotas. Neste caminho, há o desejo por bons personagens e pela maternidade. Mais detalhes a seguir
Há um universo que acontece nos bastidores de uma celebridade do quilate de Marina Ruy Barbosa. Ao vê- -la subir num palco internacional, caso do mais recente prêmio que ganhou em Dubai pela contribuição à moda, talvez você não imagine a engrenagem que precisa girar para tudo funcionar devidamente, especialmente a do tempo no relógio — cada segundo é cronometrado. Os compromissos entram em uma agenda atribulada pelas mil profissões que desempenha.
No caso dela, além de atriz, há ainda a empresária de uma marca de moda (oi, Ginger!), um rosto caríssimo ao mercado publicitário e uma influenciadora digital com poder de engajamento de milhões. Eu sei, já te deu palpitação só de pensar. Entretanto, essa sensação contrasta com a voz serena que respondeu a cada uma das perguntas desta entrevista.
"Faz parte de uma evolução pessoal: ter mais calma e menos ansiedade", diz, reforçando que saúde mental se tornou uma prioridade para si. "Meu perfeccionismo e autocobrança, somados ao volume de trabalho, já causaram crises de pânico. Com isso passei a fazer terapia e a ouvir mais os sinais do meu corpo. Foi transformador." Pode soar estranho que alguém no auge esteja atenta aos freios pessoais. Só que, embora Marina tenha 29 anos, é preciso lembrar que ela começou a trabalhar pequenina, antes dos 10. Desde então, foram 13 novelas, três filmes e quatro séries. No ano passado, encerrou o contrato com a TV Globo — "mas não o relacionamento", garante — e passou a se dedicar ao streaming.
No segundo semestre, vai estrear em Tremembé, série sobre a penitenciária homônima e seus encarcerados célebres, no Prime Video, da Amazon. "Foi uma oportunidade para mostrar um lado diferente da minha atuação", diz. Apesar de intensa, o aceite veio do mesmo desejo de avaliação, de pausa, de saber encerrar um ciclo de trabalhos e se disponibilizar a um novo desafio. O amadurecimento nem sempre foi fácil, principalmente pelo ônus do escrutínio e comentários nem sempre gentis do público.
Apesar disso, Marina contornou "com essa estrutura interna que o tempo nos dá" e recebe uma fase de maior plenitude, até mesmo para festejar as próprias conquistas sem síndrome da impostora. "É uma jornada eterna de aperfeiçoamento e de estudo, mas aprendi a me celebrar sem ter vergonha", afirma. Mais desta mulher, e não mais menina, no papo a seguir.
É comum que mulheres bem-sucedidas na carreira sejam questionadas sobre a maternidade. Sente algum tipo de pressão nesse sentido? Está nos seus planos?
Acho que todas nos sentimos essa pressão de alguma forma, independentemente de quem a gente é. Por mais que esperemos que a sociedade esteja aberta as diferentes formas de viver, ainda sofremos pelas expectativas alheias. Diretamente, não sinto tanto essa pressão. Eu quero muito ser mãe, é um sonho, mas só saberei o momento quando me sentir segura para equilibrar os meus pratinhos.
Como você lida com o assédio relacionado aos assuntos da vida privada, como o seu noivado?
Entendo que exista uma curiosidade em volta da vida de quem tem imagem pública. Sei que faz parte do que escolhi e não vejo esse interesse de forma negativa. Entretanto, por trás das telas, existem pessoas reais, que têm conquistas, derrotas, alegrias, tristezas. Divido muito sobre a minha vida com prazer, mas, atualmente, também me permito manter algumas informações e momentos privados para que eu possa vivê-los do jeito que sinto que devo. Manter a vida muito exposta me forçou a dar satisfações e a tomar decisões definitivas em momentos que, hoje, vejo que estava pressionada. E não gosto de fazer escolhas influenciadas por comentários de quem não sabe o que está acontecendo. Tento equilibrar para que eu possa ter mais consciência e domínio da minha história.
Capas 2025:
"Manter a vida muito exposta me forçou a dar satisfações e a tomar decisões definitivas em momentos que, hoje, vejo que estava pressionada"
Alguma meta para 2025 ou deseio para manifestar ao universo?
Ao mesmo tempo que enxergo as metas como algo positivo, elas tambem podem ser tóxicas. A vida nos surpreende a cada dia. Quero me tornar uma pessoa melhor, alquém que se aperfeiçoa na profissão. Mas o meu maior desejo atual é ser plenamente teliz. Faz parte da minha evolução pessoal ter mais calma e menos ansiedade.
Pensa em atuar mais fora do Brasil em produções gringas?
Eu não enxergo essas oportunidades separadamente. A gente teve um ótimo exemplo com Ainda Estou Aqui, um filme em português premiado e extremamente exaltado. Um bom trabalho, daqueles que a gente se orgulha, não tem geolocalização. Isso até desmerece produçoes relevantes que desenvolvemos aqui no nosso pais. Quero papéis que me interessem, independentemente do lugar de produção.
Direção de conteúdo: Renata Garcia. Redatora-chefe: Bárbara Tavares. Fotos: Gabriela Schmidt. Entrevista: Isabella Marinelli. Direção de arte: Marcelo Jarosz. Styling: Leandro Porto. Beleza: Silvio Giorgio (com produtos Dior Beauty e Keune Haircosmectics). Nail artist: Roberta Munis. Set design: Barbara Besouchet. Vídeo: Guilherme Yoshida. Produção executiva: ODMGT. Coordenação executiva: Octavio Duarte (ODMGT). Assistente de direção de arte: Van Foxter. Produção de moda: Duda Zanetti. Assistentes de foto: Bruno Bralfperr e Marina Scavanez. Assistente de beleza: Julia Boeno. Assistentes de set design: Babu Evantui e Nicole Cahali. Assistentes de vídeo: Kim Olivier e Jamil Arrage. Tratamento de imagem: Bruno Rezende. Camareira: Camila Barbosa. Catering: Daniela Batista.









