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Decoração
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Por Paula Jacob (@pjaycob)

Basta dar um scroll no Instagram da estilista Luisa Meirelles (segue lá, @luisameirelles) para entender o seu olhar sensível diante das coisas mais mundanas do cotidiano. Não importa se em Vitória, ES, onde mora com o companheiro, o músico Victor Bessière, ou na França, onde o casal passa as férias para visitar os familiares dele. Cafés, paisagens, arranjos florais e um passeio perto do mar parecem saídos desse encontro “um pé lá e outro cá”, do qual nasceram coisas lindas: de filmes encantadores a Tom Jobim em francês. Aliás, foi por causa da bossa nova que os dois se conheceram. “Estava em Nice para um curso intensivo. Era um dia de praia, começamos a conversar por causa da música que ouvia. Uma semana depois, o convidei para fazer uma viagem comigo e não nos largamos mais”, conta ela.

Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière

A mudança para o Brasil foi ao encontro das vontades de Victor de experienciar outras culturas e vivenciar novas inspirações. Para Luisa, era importante voltar à terra natal por conta da sua marca homônima (dona dos vestidos mais lindos, sim). Ela aqui, ele lá, a busca pela casa perfeita foi a distância. “Queríamos algo que fosse bonito ao nosso olhar. Em Vitória tem muitos prédios novos, sem o charme que nos era valioso. Quando entrei neste apartamento, fiquei encantada com o piso de taco e os lustres dourados.” O match visual também agradou o francês, que se enxergou na arquitetura espaçosa e no minimalismo vintage.

Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière

E se você é do time que já pensa em mudar de mala e cuia, com tudo prontinho no lugar, talvez Luisa consiga mudar essa mentalidade. “Não fizemos obra e nem grandes alterações na planta original. Sempre quisemos deixar um espaço vazio para o que estava por vir”, explica. A ideia da “casa inacabada”, na verdade, coloca a estética em constante evolução. “As coisas vão chegando, de viagens, da feira, do nosso dia a dia. Tudo de acordo com o ritmo da vida.”

Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière

Um livro da estante que vai parar no quarto, a parede da mesa de jantar que vira galeria de desenhos dos sobrinhos e fotos dos lugares visitados, a entrada “social” fechada para virar uma biblioteca, os ingredientes frescos que dão cor para as refeições saborosas: o segredo está nos detalhes. “A sala, por exemplo, tem um quê de apartamento parisiense. Essa bagunça charmosa vem do lugar de a gente não se prender a um padrão.” Nem a tinta que preenche o quarto escapou dos experimentos: insatisfeitos com as tonalidades de azul disponíveis por aí, eles criaram a própria. Tudo para ficar com aquela cara de céu da manhã. Daí junta com silêncio, a penteadeira e a boiserie (moldurinha de madeira típica da decoração francesa), o cômodo é aconchego puro – e a Sussuia, cachorrinha do casal, que o diga.

Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière
Luisa Meirelles e Victor Bessière mostram apartamento cheio de poesia — Foto: Luisa Meirelles e Victor Bessière

Nessa onda de seguir o tempo das coisas, a pandemia evidenciou ainda mais o olhar para a casa enquanto um lugar confortável para habitar. Victor criou seu estúdio de música na despensa, Luisa montou o escritório meio fixo, meio nômade entre os quartos, e os móveis passearam de canto em canto. “Acabei encontrando muito prazer nisso, de conseguir enxergar esse espaço mutável, passível de adaptações a depender dos nossos momentos. Foi uma redescoberta para valorizar a casa”, diz. Já diria Drummond, “casa com vida é aquela que a gente arruma para ficar com a cara da gente (...) mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela”. E de vida vivida, essa aqui tem de sobra...

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