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Após o sucesso da primeira temporada da peça "O Cravo e a Rosa", adaptação da novela da Globo exibida em 2000, Isabella Santoni tem muitos motivos para comemorar. Cria de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, a atriz não só levará o espetáculo para a sua cidade natal, como vai percorrer o Brasil com a montagem: "Será a primeira vez que faço teatro em outros estados. Estou bem empolgada para encontrar o público", dispara, em entrevista exclusiva à Glamour.

Em maio, Isabella também completa 30 anos de idade e celebra um ano de casamento com o empresário Henrique Blecher. "É uma fase importante da vida. Sempre idealizei como seria quando eu atingisse essa idade, não sei porquê projetava que estaria no meu melhor momento. Hoje enxergo que já tive alguns auges e ainda terão outros! A vida é surpreendente e muda o tempo todo", avalia.

A artista iniciou sua carreira na TV em 2014 e de lá pra cá, também acumulou trabalhos no streaming, cinema e teatro. Foi como a lutadora de muay thai Karina, de Malhação, que Isabella ficou conhecida do grande público. Hoje, ela acumula quase 11 milhões de seguidores no Instagram. Contudo, diz não ser refém das redes sociais. "Sei que meu valor não está nesses números, embora, por vezes, a sociedade meça o sucesso de alguém por isso", reflete ela, que não costuma ler comentários ou acompanhar números de curtidas.

Isabella admite que já sofreu com ansiedade e prefere ficar longe de tudo que possa aumentar sua pressão emocional. "Infelizmente é um mal dos nossos tempos. Vivemos sob muita pressão, tudo é pra ontem e com excesso de informação o tempo todo. Eu já tive períodos com dificuldade pra dormir ou uma aceleração tão grande que alterava meu humor, me deixando irritada e com dificuldade de me concentrar", revela. Hoje, a atriz cuida da saúde mental com terapia, esportes e natureza. "São momentos de despressurização que não abro mão", completa.

Confira a entrevista completa!

Esta é a segunda temporada da peça. Qual é o balanço que você faz neste período?

Maravilhoso! É a primeira vez que faço várias temporadas de um espetáculo. Está sendo incrível porque ainda consigo descobrir coisas novas sobre a personagem mesmo depois de tantas vezes, o processo é vivo!

O contato direto com o público já te deixou apreensiva em algum momento? Afinal, a resposta vem na hora…

Todo início de espetáculo dá aquele friozinho na barriga que é necessário! Amo essa adrenalina! A interação com o público no nosso espetáculo é intensa, eles são quase como um terceiro personagem. As plateias variam muito dependendo do local e do dia, cada dia uma nova surpresa.

Isabella Santoni — Foto: Divulgação
Isabella Santoni — Foto: Divulgação

Aliás, teve algum momento curioso que rolou durante a primeira temporada?

Poderia ficar horas contando aqui. A mais inusitada foi uma senhora que sentou no palco! Mas tiveram muitas outras: o Marcello Gonçalves raspou a barba no meio da peça e eu tive uma crise de riso... Na estreia, o Dudu Azevedo não foi pra marca e eu deveria jogar uma “água fake” nele e acabei jogando o balde vazio na plateia porque ele estava longe. Teve uma vez também que meu sapato saiu em cena sem querer quando pisei no buquê e aí tirei o outro e joguei na coxia, são muuuiitas histórias!

Quais foram os maiores desafios de interpretar uma personagem tão icônica? Você teve receio de comparações?

Não tive, sei que poderiam existir, mas isso não está no meu controle. Foquei no que eu poderia, me apropriar ao máximo dela e poder ser autêntica nas minhas escolhas. Um pedido do diretor foi que a gente não revisse a novela.

Você vai levar o espetáculo pela primeira vez para Nova Iguaçu, cidade onde cresceu. Como é voltar às origens, ainda mais levando cultura ao seu município?

Foi um pedido meu à produção da peça, que tentássemos a pauta na cidade onde cresci. Estou muito feliz que deu certo! Quando eu era criança e comecei a fazer teatro na escola, não tinham muitas possibilidades em Nova Iguaçu. Fiz um curso de bairro, mas não ia ao teatro por lá, lembro de assistir apenas peças infantis no shopping. Hoje, já existe uma cena cultural e muito mais possibilidades para quem mora por lá.

Falando um pouco sobre autocuidado, como mantém sua saúde mental? O que é mais importante pra você?

Terapia é necessidade básica! Sou a maior defensora, falo para todos meus amigos fazerem! (risos). Também pratico exercícios diariamente e procuro estar em contato com a natureza, seja dando um mergulho ou indo na cachoeira. São momentos de despressurização que não abro mão pelo menos uma vez na semana.

Já sofreu com ansiedade?

Quem nunca sofreu que me diga? (risos) Infelizmente, é um mal dos nossos tempos. Vivemos sob muita pressão, tudo é pra ontem e com excesso de informação o tempo todo. Eu já tive períodos com dificuldade pra dormir ou uma aceleração tão grande que alterava meu humor, me deixando irritada e com dificuldade de me concentrar.

Isabella Santoni — Foto: Thales Côrtes
Isabella Santoni — Foto: Thales Côrtes

As redes sociais ajudam nesse processo de ansiedade?

Sim! Intensificam muito. Nunca pensei em deletar, pelo contrário, quis criar um perfil low profile pra me cobrar menos, só que piorou ainda mais a situação (risos). Como a minha presença digital é também um trabalho, além de ser um meio onde me relaciono com meus amigos, o que me ajudou foi ter uma equipe para operar as redes. Existe uma programação de postagens e eles editam os vídeos, isso me ajudou a desestressar e ter aquela tensão de ficar pensando em post. Faço reuniões, montamos a programação juntos e eles executam. Eu evito ficar lendo comentários e acompanhando os números de curtidas. Entendi trabalhando com a Internet ao longo dessa década de carreira que o algoritmo muda o tempo todo e não posso ficar sujeita. Ele não vai ditar quem eu sou ou a minha credibilidade. Sei que meu valor não está nesses números, embora, por vezes, a sociedade meça o sucesso de alguém por isso.

Além de atuar, tem vontade de dirigir, produzir?

Tenho! Eu amo produzir, comecei a fazer isso profissionalmente nas campanhas da NIA (marca de beachwear que fundei) e depois nas minhas publicidades, onde escrevo os roteiros e dirijo. Tenho muita vontade de produzir no audiovisual também, é algo que estou estudando já.

Em relação à moda, o que prioriza? Um closet lotado ou boas peças-chave?

Boas peças-chaves! Sou defensora do consumo consciente e não gosto de acumular peças, por isso as escolhas por peças atemporais e de boa qualidade. O consumo desenfreado, pra mim, está atrelado ao vazio que as pessoas sentem e aí vira compulsão, nem sempre as pessoas usam o que compram.

Isabella Santoni e Henrique Blecher — Foto: Reprodução/ Instagram
Isabella Santoni e Henrique Blecher — Foto: Reprodução/ Instagram

Você costuma compartilhar algumas fotos com suas enteadas (Nina, de 5 anos, e a Vitoria 18) nas redes. Como é a relação com as meninas?

Foi um presente inesperado, nunca imaginei que a família cresceria tão rápido! (risos). Eu amo a casa cheia, adoro criança, sou muito maternal e cuidadosa, então pra mim foi uma boa surpresa do destino. Claro que tem seus desafios, como toda relação, mas o saldo é super positivo. Com a Nina é uma relação mais maternal por ela ainda ser criança e com a Vic é uma relação mais de amizade com um quê de maternal, trocamos conselhos, intimidades, roupas (risos).

A sua parceria com o Henrique vai além do casamento, vocês estão juntos em um projeto do mercado imobiliário. Como é trabalhar com o seu marido?

Tem sido um bom desafio! Ele é um líder nato e de personalidade forte, como eu também. É um aprendizado! Mas mais do que isso, está sendo incrível poder exercer meu olhar artístico na direção criativa de empreendimentos imobiliários. É um outro mercado, com uma linguagem mais corporativa.

Em maio, você completa um ano de casamento. Como tem sido essa jornada até aqui?

Um ano de casada no dia 8 de maio, e farei 30 anos no dia 6! Uma fase importante da vida. Sempre idealizei como seria quando eu atingisse essa idade, não sei porquê projetava que estaria no meu melhor momento. Hoje enxergo que já tive alguns auges e ainda terão outros! A vida é surpreendente e muda o tempo todo. A relação tem ainda mais segurança, porém, isso não quer dizer serena (risos), essa palavra nem combina com a gente. Somos um casal questionador, interessados um no outro e com uma intimidade maravilhosa, o que nos faz ser atentos aos os detalhes.

Quais são os próximos projetos, além da peça de teatro?

Começaremos uma turnê pelo Brasil durante esse primeiro semestre, será a primeira vez que faço teatro em outros estados. Estou bem empolgada para encontrar o público!

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