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Bad Bunny já está na Austrália depois da sua primeira passagem pelo Brasil, onde fez dois shows em São Paulo, na sexta (20) e no sábado (21), no Allianz Parque – ambos com ingressos esgotados. A passagem fez parte da turnê "Debí Tirar Más Fotos World Tour", que acompanha a fase mais recente da carreira do artista porto-riquenho e reafirma seu lugar como um dos nomes mais relevantes da música global hoje após ganhar o Grammy Awards de Álbum do Ano.

Em um espetáculo desse porte, a experiência costuma ser intensa e fisicamente exigente. Multidão, longas filas, horas em pé. Foi nesse contexto que vivi o show a partir do Backstage Mirante, área exclusiva instalada no Allianz Parque que propõe um equilíbrio entre proximidade com a pista premium e estrutura de conforto.

Bad Bunny em São Paulo — Foto: @irisalvesc
Bad Bunny em São Paulo — Foto: @irisalvesc

A chegada e a estrutura

A diferença começa no acesso. Enquanto a entrada convencional concentra filas e espera, o Backstage Mirante opera com entrada dedicada, o que reduz significativamente o tempo de permanência do lado de fora. Em eventos com casa cheia, essa logística impacta diretamente na disposição do público antes mesmo do início do show.

A área conta com serviço all inclusive – open bar e open food ao longo da noite – além de estrutura de apoio como banheiros exclusivos e pontos para carregamento de celular. Antes da apresentação começar, consegui circular com calma, comer algo leve, tomar uns drinks e observar a movimentação do estádio enchendo. Em um show que ultrapassa duas horas de duração, esse preparo faz diferença.

Outro ponto estratégico é a localização. Apesar de tradicionalmente posicionada em uma área mais elevada e recuada, a montagem específica do palco da turnê favoreceu a visão do Mirante. Como o palco avançava em direção à pista, o campo de visão era amplo e direto. Dali, seria possível assistir ao espetáculo inteiro com boa perspectiva – algo que nem sempre acontece em eventos de grande porte.

Como foi viver o show do Bad Bunny com um respiro no meio da multidão? — Foto: Malu Pinheiro
Como foi viver o show do Bad Bunny com um respiro no meio da multidão? — Foto: Malu Pinheiro

Alternar entre intensidade e respiro

Um dos diferenciais do Backstage Mirante é o acesso à pista premium. A descida acontece por um ponto lateral próximo ao palco, o que evita deslocamentos longos no meio da multidão para encontrar um bom espaço. Em poucos minutos, eu estava na frente, sentindo o impacto sonoro e visual de perto.

Depois, bastava retornar para a área superior. Essa possibilidade de alternar entre a vibração da pista e um ambiente mais estruturado transforma a dinâmica da noite. Beber água sem enfrentar filas extensas, ir ao banheiro com facilidade, retocar a maquiagem e até carregar o celular durante ou após o show são detalhes que, na prática, prolongam a experiência.

Como foi viver o show do Bad Bunny com um respiro no meio da multidão? — Foto: Malu Pinheiro
Como foi viver o show do Bad Bunny com um respiro no meio da multidão? — Foto: Malu Pinheiro

O espaço também investiu em ativações temáticas relacionadas ao universo do artista. Havia cenografias inspiradas na identidade visual da turnê, ambientes pensados para fotos e até uma ativação de flash tattoo com referências ao repertório da noite.

Como foi viver o show do Bad Bunny com um respiro no meio da multidão? — Foto: Malu Pinheiro
Como foi viver o show do Bad Bunny com um respiro no meio da multidão? — Foto: Malu Pinheiro

O show que continua

Quando as luzes se apagaram no Allianz Parque, parte do público iniciou o fluxo natural de saída. No Backstage Mirante, porém, a programação se estendeu por até duas horas com after drinks. Na noite em que estive lá, a trilha seguiu no clima do show, com reggaeton mantendo a energia alta.

No fim, a proposta não é substituir a experiência coletiva da pista — que continua sendo o coração do espetáculo — mas oferecer um ponto de apoio dentro dela. Em um show como o de Bad Bunny, marcado por intensidade, coreografias e interação constante, ter estrutura e mobilidade redefine a forma como se vive o evento.

Entre o caos da multidão e o conforto da área exclusiva, a experiência se tornou menos sobre resistência física e mais sobre presença. E isso, em um estádio lotado, muda tudo.

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