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O ano anda movimentado para Isis Valverde. Além de ter estreado recentemente o filme Quarto do Pânico, de Gabriela Amaral, até dezembro, ela lança Corrida dos Bichos, de Fernando Meirelles, e Tiros no Escuro, dirigido por Caroline Fioratti. A atriz ainda adquiriu os direitos de Hilda Furacão, que ganhará versão para o teatro, e colhe os frutos de Vermelho Rubro, obra que chegou às livrarias em 2025.

No meio dessa rotina intensa, a maternidade segue como ponto de equilíbrio. Mãe de Rael, de 7 anos, do casamento com o modelo André Resende, Isis diz que a chegada do filho mudou sua forma de olhar para o mundo. "Me ensinou que a perfeição não existe, e tudo bem, sabe? Aprendi a ser mais leve comigo mesma, a valorizar os pequenos momentos e a confiar mais na minha intuição", afirma.

O autocuidado entra como parte dessa equação. Isis conta que hoje entende beleza como conexão interna e bem-estar. "Quando estou bem comigo isso naturalmente se reflete no exterior." A rotina é simples, constante e guiada por escuta do próprio corpo, nada de exageros. "Sou básica: faço limpeza, hidratação e proteção", garante.

A seguir, Isis fala sobre pressão estética, maturidade, autocuidado e a vida em família ao lado do empresário Marcus Buaiz. Em clima leve, ela também comenta a indicação ao Framboesa de Ouro por Código Alarum, prêmio satírico que destaca os “piores” do ano em Hollywood. "Levei super na brincadeira."

O que a beleza significa para você hoje, em comparação com outras fases da sua vida?

A cada fase a gente entende mais a importância do autocuidado (do interno para o externo). Com o tempo, a gente vai ganhando segurança, um autoconhecimento mais profundo e uma compreensão maior de si mesma. Quando estou bem comigo isso naturalmente se reflete no exterior, a beleza é equilíbrio, autenticidade, respeito a você, entendendo que o cuidar interno é essencial para que o externo também floresça.

Como é o seu ritual diário para cuidar da pele?

O primeiro cuidado é sempre deixar a pele limpa e hidratada, por isso a rotina diária noturna para mim funciona muito, e também não deixa de ser terapêutico. Sou básica: faço limpeza, hidratação e proteção. Sou aquela pessoa com pele alérgica, sabe? Então preciso de acompanhamento da minha dermatologista, ela tem todo o meu histórico há muitos anos. Além disso aprendi dicas simples que funcionam para a minha pele: a água gelada, que ajuda a desinchar. Também faço uso do protetor solar diário, não pode faltar, para prevenir manchas.

Isis Valverde — Foto: Divulgação
Isis Valverde — Foto: Divulgação

Você é estrela da campanha do Dia das Mães da ADCOS, que versão da Isis nasceu junto com a maternidade?

Sou apaixonada e fiel consumidora da ADCOS há muitos anos, sempre tive o cuidado ao escolher produtos dermocosméticos porque busco uma rotina de cuidados com a pele seguindo os princípios de limpeza, hidratação e proteção. A maternidade não só transformou a forma como vejo o mundo, mas também mudou a minha própria frequência, quase como se fosse uma mudança física mesmo… é uma nova maneira de sentir, de olhar para o mundo. A maternidade me ensinou que a perfeição não existe, e tudo bem, sabe? Aprendi a ser mais leve comigo mesma, a valorizar os pequenos momentos e a confiar mais na minha intuição. Cada dia é um novo desafio, mas também uma nova oportunidade de amar de um jeito que eu nunca imaginei ser possível.

Criar um menino em uma sociedade machista traz desafios. Que tipo de homem você espera formar e quais conversas já fazem parte da sua rotina com o Rael?

Criar uma criança em uma sociedade machista é, antes de tudo, um exercício diário de consciência e diálogo, para que ele seja respeitoso, empático, que saiba reconhecer sentimentos (os próprios e os dos outros) e que entenda que não existem papeis fixos para homens e mulheres. Mesmo com sete anos as conversas já fazem parte da nossa rotina para ser algo de forma aberta e natural para ele, sobre respeito, sobre dividir tarefas, sobre expressar suas emoções sem vergonha, sobre respeito com ele e com os outros amigos. Educar desde cedo é fundamental, porque é na infância que muitos valores se naturalizam. Tento ensinar pelo exemplo e manter um espaço aberto para perguntas e conversas comigo, com a nossa família e pessoas ao seu redor.

Tem o desejo de ser mãe e viver toda essa experiência de novo?

Só o Rael já está ótimo! E hoje ele conta com meus enteados, José Marcus (13) e João Francisco (11) [do primeiro casamento de Marcus Buaiz] e com meus sobrinhos, que são parceiros dele no dia a dia.

Entrando na trend de 2016, quem era a Isis de dez anos atrás?

Nossa, parece outro século! (risos) Em 2016 já estava no processo de construção da personagem Ritinha em A Força do Querer (que só foi lançado no começo de 2017). Foi um ano desafiador e muito importante profissionalmente onde decidi arriscar passos mais largos, sair da minha zona de conforto, e me permitir experimentar novos personagens em filmes e séries também.

Isis com o marido Marcos Buaiz, o filho Rael e o enteado — Foto: Reprodução/Instagram
Isis com o marido Marcos Buaiz, o filho Rael e o enteado — Foto: Reprodução/Instagram

Em algum momento da carreira, sentiu que precisava corresponder a um ideal de imagem que não era exatamente o seu? Como lidou (e como encara atualmente?)

Em algum momento da carreira (e digo de qualquer carreira), a gente passa por isso. Existe uma expectativa (muitas vezes implícita) sobre como devemos nos portar, nos apresentar ou até nos posicionar para sermos levados a sério. No meu caso, tiveram fases em que tentei me adequar mais a esses padrões já estabelecidos, mas com o tempo percebi que isso gerava mais desgaste do que resultados reais. Aprendi que a autenticidade, aliada à responsabilidade e ao profissionalismo, é o que sustenta uma trajetória consistente. Hoje encaro com mais tranquilidade. É preciso evoluir, aprender e se enxergar sem abrir mão de quem se é. Olhar para a própria imagem de forma crítica, mas honesta, faz parte deste processo de amadurecimento.

Envelhecer ainda é um tabu para mulheres. Como lida com as transformações sem cair em cobranças excessivas?

O envelhecimento ainda é um tabu para mulheres porque somos constantemente pressionadas a atender padrões irreais de juventude e aparência. Lidar com as transformações exige, antes de tudo, consciência sobre essas cobranças. É um exercício diário de encarar o processo com mais gentileza consigo, entendendo que o corpo e o tempo mudam, e que isso faz parte do crescimento da vida. Sempre tive mente e corpo muito conectados, isso me ajudou a ter mais foco e disciplina, inclusive. Se não cuidarmos da cabeça, nada flui. Então ao invés de focar apenas no que se perde, tento valorizar o que se ganha em experiência, autonomia e segurança. Outro exercício diário é tentar não se cobrar tanto, respeitar limites e cuidar de mim de forma saudável e pelo meu bem-estar.

A maturidade trouxe mais liberdade ou mais responsabilidade na forma como você se apresenta ao mundo?

A maturidade trouxe para mim uma mistura de liberdade e responsabilidade. Sinto-me mais livre para ser quem realmente sou, sem precisar seguir padrões ou buscar a tal da perfeição (e isso aprendi me conhecendo como mãe). Ao mesmo tempo, a vida e a maternidade me ensinaram que minhas escolhas impactam não só a mim, mas também as pessoas ao meu redor, me tornando mais consciente e responsável na forma como me apresento ao mundo. Hoje consigo equilibrar essa liberdade de ser autêntica com a responsabilidade de agir de maneira cuidadosa e intencional.

E o que vem de projeto por aí?

Estreei recentemente o filme Quarto do Pânico, com direção de Gabriela Amaral e grande elenco com Marco Pigossi, André Ramiro, Caco Ciocler e Marianna Santos no Telecine. Inspirado no sucesso mundial Panic Room (2002), da Sony Pictures, o longa é uma adaptação brasileira produzida pela Floresta, trazendo a premissa clássica para o nosso contexto nacional. Ainda este ano também está previsto o lançamento de Corrida dos Bichos, com direção do Fernando Meirelles. E estou gravando aqui em São Paulo o filme Tiros no Escuro, ao lado do meu amigo Fábio Assunção e direção de Caroline Fioratti. O longa, escrito e dirigido por Caroline, conta a história real de um crime que aconteceu em um shopping de São Paulo em 1999. Este lançamento deve também acontecer ainda este ano.

Você também lançou o livro Vermelho Rubro no ano passado. Como está a recepção do público?

Recebo diariamente elogios carinhosos e super positivos sobre o livro, são poemas escritos por mim ao longo dos últimos cinco anos sobre temas universais como o medo da perda, a solidão, o envelhecimento, as transformações do corpo e da alma. Costumo dizer que o livro não é um espelho fiel da minha vivência ou um diário confessional, mas sim uma travessia lírica de emoções profundas, fantasias e cicatrizes transformadas em arte. No ano passado também adquiri os direitos de Hilda Furacão, outro projeto que estou muito imersa e contente por poder trabalhar agora numa nova versão da história, desta vez para o teatro, co-produzido por mim e minha sócia, Priscila Prade. Ainda estamos na fase de escolha do elenco, então provavelmente o lançamento deve ficar para o final do ano, e rodar por São Paulo e Rio de Janeiro, inicialmente. Muitas coisas incríveis estão por vir, estou planejando juntamente com meu time e em breve divulgaremos.

Você foi indicada ao prêmio framboesa de ouro recentemente pelo filme "Código Alarum" (2025). Como reagiu à indicação?

O prêmio-paródia é conhecido pelo seu humor e sátira. Estou competindo com ninguém menos que Robert de Niro, vi também que a Natalie Portman está na lista (que eu amo e sou apaixonada!) Quando vi os nomes indicado, pensei: 'peraí gente, que estranho' e depois descobri ser um prêmio-sátira, levei super na brincadeira.

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