Pele acneia: o que causa a condição e como tratar
A convite de La Roche-Posay, mergulhamos em tudo o que envolve a principal razão das consultas dermatológicas no país: a acne
Por Estúdio de Criação/ Isabela Yu
Ainda que a acne afete milhares de pessoas em todo o mundo, há muitos tabus envolvendo o tema: de tratamentos ineficazes a pressões estéticas, quem tem pele oleosa e acneica já deve ter escutado algum comentário indesejado. A longo prazo, os mitos impactam diretamente na autoestima do paciente, já que estamos falando de uma doença com sintomas visíveis. Entretanto, esse cenário vem sendo transformado graças a alguns movimentos nativos das redes sociais, como o Skin Positivity. Somente no TikTok, os conteúdos atrelados a ele somam mais de 500 bilhões de visualizações. Também há o Acne Positivity, com meio bilhão de menções no Instagram, e, no Brasil, temos as hashtags #PeleLivre e #AcneNãoMeDefine, que são como traduções desses termos. Ao usarem essas marcações para compartilharem histórias e rotinas de skincare, pessoas com pele acneica transformam o imaginário da vida de quem lida diariamente com oleosidade, cravos e espinhas.
Desmistificando a ideia de um – inatingível – padrão de pele, esses criadores de conteúdo celebram a diversidade da beleza na era da fotografia manipulada por filtros, que escondem qualquer irregularidade ou imperfeição visível. Segundo pesquisa*, cerca de 80% da população mundial já sofreram com acne em algum momento da vida, sendo que 40% são mulheres. Ainda que a condição seja mais comum na adolescência, a acne adulta atinge 56,4% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. O levantamento ainda aponta que a doença é o principal motivo da visita ao consultório dermatológico, seguida por fotoenvelhecimento, carcinoma e psoríase.
Todos os dias, a dermatologista Andrea Ortega acompanha os impactos do movimento on-line na vida das pacientes: “A gente tem muita desinformação colada com preconceito, então o trabalho de influenciadoras como a Kéren Paiva é importante para colocar em xeque coisas que as pessoas escutaram durante toda a vida. As influenciadoras estão mudando o padrão de beleza. 80% dos adolescentes têm acne, a nossa pele tem manchas, vasinhos, poros e está tudo bem. Aceitar a sua pele, e que o tratamento é um processo, é essencial para que esses pacientes consigam se gostar antes, durante e após o tratamento. Ter uma comunidade com outras pessoas que também tem acne é uma forma de compartilhar angústias, medos, frustrações e empoderar as pessoas para que elas não desenvolvam distúrbios psiquiátricos comuns da doença, como depressão e ansiedade", diz a médica. Estudos apontam a relação entre saúde mental e o agravamento do quadro, sendo que os pacientes com pele acneica estão mais suscetíveis a desenvolver depressão e a se isolarem do mundo.
Dentre as crenças equivocadas mais comuns, está a de que a acne é causada pela falta de higiene ou pelo descuido com a alimentação, que pode influenciar em períodos de melhora e piora do quadro, porém essa relação não é direta, então culpabilizar a alimentação é algo que indiretamente transfere a culpa da doença para o paciente. Segundo a doutora, alguns alimentos podem chegar a agravar o quadro, como leite desnatado e alimentos muito ricos em carboidratos simples, como chocolate e refrigerante. Mas a verdade é que ela é uma doença multifatorial, ou seja, vários elementos contribuem para o seu desenvolvimento. Fatores hormonais, genéticos, associação a bactérias colonizadoras, flora intestinal alterada e fatores estressores são alguns dos exemplos. Os cravos e espinhas aparecem em uma estrutura da pele chamada de aparelho pilo-sebáceo (folículo piloso + glândula sebácea). Essa estrutura produz o sebo, que na acne também está alterado. Os hormônios androgênicos (hormônios masculinos, como testosterona, presentes em homens e mulheres) são um dos estímulos na glândula sebácea para que ela se torne acneica. "Importante dizer que, na acne, os hormônios não estão alterados, se dosados no sangue, o que acontece é que a glândula sebácea está mais responsiva a esses hormônios", pontua a médica. Normalmente, ela aparece na adolescência, mas também pode aparecer ou perdurar na fase adulta até a maturidade, antes da menopausa e andropausa.
A acne surge quando as glândulas sebáceas associada ao folículo piloso são estimulados por todos esses fatores a produzir um sebo alterado, com excesso de células mortas (hiperproliferação de queratinócitos que revestem o interior do folículo piloso), células inflamatórias e processos infecciosos causados por bactérias que colonizam a superfície da pele. É comum notá-la no rosto, no dorso e nas nádegas: “Os locais onde temos glândulas sebáceas mais desenvolvidas são os locais onde a acne vai aparecer (face e dorso). Na palma das mãos e na planta dos pés não temos glândula sebácea, e portanto são locais onde a acne não aparece”, aponta a especialista.
Para classificar o tipo de acne, é necessário levar em conta o tipo das lesões. A acne grau 1 (comedoniana) seria a mais leve, caracterizada pelo surgimento de comedões (cravos). No segundo grau, os cravos são acompanhados das pápulas (bolinhas vermelhas inflamadas) e pústulas (bolinhas superficiais com pus). Já o terceiro seria a acne nodular, onde os sintomas anteriores são acompanhados de lesões mais profundas e inflamadas como nódulos. Por último, há o quarto grau ou também chamado de conglobata, um quadro mais inflamatório com todas as apresentações anteriores, somado a cistos, abscesso, fístulas e muita inflamação, podendo, inclusive, estar associada a outros quadros inflamatórios cutâneos. Existe também a acne fulminante, que não é igual a conglobata, sendo o caso mais grave possível da acne. São lesões que se desenvolvem abruptamente no rosto, pescoço, tórax, dorso, sendo nodulares e supurativas com associação de sintomas sistêmicos como febre, mal estar geral, dor muscular e nas articulações.
Ainda que a tecnologia tenha avançado, com uma maior variedade de produtos mais assertivos para as necessidades de cada pele, a velocidade de tratamento depende de cada organismo. Estima-se que três meses de rotina regular de cuidados seja o tempo mínimo para ver resultados, mas tudo dependerá do comprometimento e disponibilidade do paciente para o tratamento. “Infelizmente, o tempo do nosso corpo é muito diferente das redes sociais. O mundo e a tecnologia mudaram, mas o nosso corpo continua funcionando da mesma maneira. A resposta lenta pode gerar ansiedade ou desconfiança no processo”, reflete a dermatologista. Como cada pele é única, todo tratamento precisa ser personalizado, porque o paciente precisa conhecer as opções para conseguir tomar decisões conscientes. Seja para iniciar um ciclo de medicação oral ou incrementar o skincare, é necessário um diálogo aberto entre médico e paciente.
Passo a passo
Segundo Andrea Ortega, menos é mais quando pensamos sobre a rotina de cuidados com a pele do rosto. A recomendação básica para início do tratamento seria uma limpeza adequada, com loção de limpeza ou sabonete específico para pele oleosa ou com tendência à acne, hidratação e proteção solar – a fotoproteção é fundamental para evitar manchas ou cicatrizes. "É importante associar produtos e medicações tópicas. Gosto de produtos que já tem em sua formulação componentes hidratantes (como niacinamida), junto a um tratamento tópico secativo, como ácido salicílico, glicólico, LHA, por exemplo. A hidratação é essencial para evitar a perda de água na camada trans epidérmica", aponta a dermatologista.
A dica de ouro é procurar produtos com toque agradável, porque assim fica mais fácil a adesão na rotina de tratamento. Se possível, evite pomadas ou cremes porque são produtos com texturas mais espessas, que podem causar sensações de oleosidade. O ideal é priorizar gel ou sérum por serem mais leves. E para a escolha, busque sempre produtos com comprovação de eficácia e segurança suportada por dermatologistas.
O lado bom é que, conforme a ciência avança, as fórmulas dos dermocosméticos se tornaram multibenefícios, e carregam uma variedade de benesses em um único recipiente. Esse é o caso do Effaclar Sérum Ultra Concentrado, da La Roche-Posay, a marca mais recomendada pelos dermatologistas**. O best seller, disponível em duas volumetrias – 30ml e 15ml –, promove renovação celular, retexturização da pele e reduz as espinhas e as marcas da acne e cravos em 28 dias. Após uma série de testes, os cientistas da La Roche-Posay descobriram que o sérum é capaz de reduzir em 45% as espinhas, 49% as marcas de acne e 21% dos cravos. ***
O segredo da fórmula superpotente é um complexo composto por três ácidos – salicílico, glicólico e LHA – acompanhado de niacinamida, que possui ação anti-inflamatória e é capaz de diminuir os desconfortos da pele. "Penso sempre em indicar uma combinação de ingredientes dermatológicos que melhorem e diminuam a oleosidade, e ingredientes com ação calmante, que diminuam o desconforto da pele. Um exemplo é a combinação de ácidos, como o salicílico e seus derivados, glicólico e a niacinamida”, explica a médica.
No mercado desde 1993, a linha Effaclar é queridinha para os cuidados com a pele acneica. Com laboratórios espalhados pelo mundo, inclusive no Brasil, a empresa francesa leva as especificidades locais em conta na hora de lançar um novo produto. “A pele da brasileira sofre com o impacto da umidade e do calor por causa do clima tropical. Por isso, a oleosidade e acne são comuns”, divide Maíra da Matta, diretora de Effaclar no país.
Durante o desenvolvimento do Effaclar Sérum Ultra Concentrado, a equipe testou a fórmula em pessoas com pele oleosa, que tinham ou não a presença de lesões inflamatórias, e comprovou a eficácia nas principais manifestações da doença. Segundo a head de comunicação científica Nathalia Harnam, o maior desafio no processo de criação da formulação foi equilibrar a eficácia da ação antiacne com a integridade da pele: “Produtos para acne são historicamente conhecidos por atuar de forma mais agressiva, resultando na sensação de repuxamento. Podem parecer efetivos em um primeiro momento, mas geralmente são seguidos de efeitos como ressecamento e descamação, além de aumentar a sensibilidade e irritabilidade. É importante pontuar que a acne é uma doença dermatológica que se apresenta em diferentes graus de severidade e por isso, sempre recomendamos o acompanhamento de um médico dermatologista”, afirma a cientista.
O uso regular do Effaclar Sérum Ultra Concentrado traz benefícios a cravos, marcas avermelhadas, na textura da pele e na oleosidade excessiva. Mas, mais do que auxiliar no cuidado diário, a marca quer somar no debate sobre a aceitação de todos os tipos de pele, e combater os estigmas das pessoas com acne. Para Maíra da Matta, unir beleza e saúde faz parte do DNA da La Roche-Posay: "A marca tem como objetivo transformar vidas através dos produtos dermatológicos. A La Roche-Posay desenvolve produtos que podem ser utilizados desde o primeiro dia de vida do bebê, até na melhoria da qualidade de vida em peles que passam pelo tratamento oncológico. O nosso cuidado vai além da pele, nos preocupamos em motivar e empoderar as pessoas a se sentirem bonitas como elas são".
*Bagatin E, Costa CS, Rocha MAD, Picosse FR, Kamamoto CSL, Pirmez R, et al. Brazilian Society of Dermatology consensus on the use of oral isotretinoin in dermatology. An Bras Dermatol. 2020;95(S1):19–38.
** Estudo realizado entre o mercado dermocosmético realizado pela AplusA e outros parceiros entre janeiro de 2021 e julho de 2021, envolvendo dermatologistas em 34 países, representando mais de 82% do GDP mundial.
***Estudo clínico em 51 indivíduos com 4 semanas de aplicação.
Foto: Luiza Ananias @luiza_ananias
Styling: Henrique Tank @henriquetank
Beleza: André Mattos @_andremattos
Direção de arte: Palmiro Domingues @palmirodomingues e Ícaro Guerra @ikru
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Camareira: Stefany Famulak @farulak









