As franjas garantem o movimento necessário para o verão, segundo as passarelas de Paris
De peças elaboradas a acessórios que fazem parte do dia a dia, a aposta dos estilistas mostrou força
Com a temporada de desfiles de primavera/verão 2026 chegando ao fim, é hora de começar a ligar os pontos e, assim, mapearmos quais caminhos nos levam ao guarda-roupa da estação. Logo, a parada de hoje é na Cidade Luz, mais especificamente no balanço das franjas nas passarelas da Paris Fashion Week.
Não é exagero ou simples recurso de metáfora afirmar que elas surgiram da cabeça aos pés, porque essa presença foi, literalmente, assim. A Ungaro, por exemplo, preencheu chapéus, bolsas e sapatos com tiras em tons off-white, branco e preto, seguindo uma proposta de frescor independente da ocasião.
Essa atmosfera campestre também surgiu na matéria-prima e cartela natural de Gabriela Herst e até da Balmain, que surgiu repaginada após um desafio de inovação que o próprio Olivier Rousteing se propôs a si. Por lá e na coleção da Stella McCartney, as bolsas de franjas bem alongadas são um sinal de que a era boho não se distanciará tão cedo.
Quer mais provas de que vale investir nelas? Então, vamos as mil e umas formas que as franjas foram trabalhadas. Enquanto a Balenciaga orquestrada agora por Pierpaolo Piccioli trouxe tiras estruturadas e curvadas, a Alexandre McQueen optou por um caimento retilíneo, livre de intervenções e volumes em tops e vestidos feitos de franjas.
Já com as franjas mais espaçadas, assim como Mugler e Elie Saab apresentaram, a pele à mostra trouxe uma interpretação mais sensual à trend. Mas, se a ideia é causar um efeito de montação e showgirl, o volume das franjas agrupadas e aplicadas em lugares estratégico, como na barra dos vestidos ou até em sapatos, é o que você precisa procurar.
Matthieu Blazy na Chanel, Daniel Roseberry na Schiaparelli e Chitose Abe na Sacai entregaram referências que conversam com essa proposta, que promete ser uma fuga do óbvio quando o assunto é moda festa.









