Influenciadora Chiara Ferragni é absolvida de acusação de fraude
Decisão foi determinada pelo juiz Ilio Mannucci Pacini nesta quarta-feira (14.01)
Após ser publicamente investigada por mais de dois anos e julgada num tribunal de Milão, nesta quarta-feira (14.01), a influenciadora italiana Chiara Ferragni foi absolvida pelo juiz Ilio Mannucci Pacini em dois casos.
Em novembro, os promotores solicitaram uma pena de 20 meses de prisão para a empresária. No mês seguinte, durante uma audiência, pediram a absolvição de Ferragni.
Em dezembro de 2023, a autoridade de concorrência da Itália, AGCM, anunciou que Chiara seria multada em mais de 1 milhão de euros após descobrir que ela teria enganado os consumidores ao se associar à fabricante italiana de confeitos Balocco em 2022.
Os procuradores Eugenio Fusco e Cristian Barilli, que lideraram a acusação, alegaram que a influenciadora enganou os próprios seguidores e consumidores e obteve lucros indevidos no projeto chamado "Pink Christmas".
Os valores seriam de 2,2 milhões de euros referentes à venda de pandoros (doce natalino típico da Itália) e ovos de Páscoa, falsamente associados a ações de caridade. Os itens foram comercializados entre 2021 e 2023 e carregavam a imagem de Ferragni. Os produtos prometiam o repasse do faturamento para um hospital infantil em Turim e uma ONG voltada a menores com deficiência.
Uma investigação descobriu que uma doação de 50 mil euros foi feita antes mesmo do início da campanha. Além disso, a AGCM revelou que ela teria recebido 1 milhão de euros pela iniciativa, mas que não fez nenhuma doação pessoal direcionada ao hospital.
Após o caso ganhar repercussão, Ferragni pagou 3,4 milhões de euros em multas e doações para instituições de caridade, incluindo o hospital pediátrico que originalmente seria o destinatário da iniciativa.









