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Moda
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A vida de Victoria Blecher, 19 anos, no Rio de Janeiro, segue o script de uma jovem carioca: a praia como cenário para encontro com os amigos e a paisagem, naturalmente, encantadora como pano de fundo para os momentos em família. Mas, quando está fora da cidade natal e do país, essa rotina vira saudade.

Afinal, a vida de uma top model em ascensão, com desfiles para Chanel, Céline, Jacquemus no histórico, carece desse tempo para viver a simplicidade da rotina, que ganha status de extraordinário.

Victoria Blecher para a campanha H&M&RIO — Foto: Rafael Pavarotti
Victoria Blecher para a campanha H&M&RIO — Foto: Rafael Pavarotti

Uma das personagens da campanha H&M&RIO, uma carta de amor de Rafael Pavarotti para a Cidade Maravilhosa, Victoria materializa essa relação descontraída e pessoal com o seu território por meio das lentes do fotógrafo.

Conheça mais sobre a top em um bate-papo exclusivo:

Como começou sua relação com a moda e o que ela significa para você?

Minha relação com a moda começou muito cedo, desde criança, sempre tive interesse, assistia vídeos e até desenhava croquis. Meus pais eram modelos, então eu via as fotos deles e já ficava curiosa. Quando comecei na mesma profissão, senti como se tivesse achado meu lugar, meu espaço. Significa muito ver como essas criações são feitas na vida real e poder conhecer pessoas tão incríveis que nunca imaginaria conhecer.

Sua carreira decolou rapidamente em pouco mais de um ano de estrada como modelo. Da sua perspectiva fresh e representando uma nova geração no mercado, como você enxerga a moda no mundo atualmente?

Hoje em dia, a moda é muito mais sobre identidade, as pessoas não querem mais seguir uma tendência, elas querem se reconhecer no que elas estão vestindo e achar essa autenticidade.

Você foi escalada para temporadas na Europa em passarelas de marcas gigantes. Como é ficar longe da sua base?

Sempre fui uma pessoa independente, aberta a espaços e experiências novas. Ou seja, procuro me adaptar - o que me ajuda muito nesse trabalho, em que você tem que saber se adaptar a cenários e personagens diferentes. Mas é óbvio que, mesmo assim, sinto muita falta da minha casa, da família, dos amigos, do Rio, da praia.

Defina pra gente como é voltar às origens representando a capital carioca como um espelho da cidade.

Tem um significado muito especial, foi onde tudo começou, é minha casa, é muito especial voltar pra isso depois de tudo o que aconteceu, depois de ver tanta coisa e de viver tantas experiências, é como fechar mais um ciclo, e também começar outro. Volto com uma consciência maior, e o Rio faz parte da minha essência, da energia, quero trazer isso comigo, acaba sendo muito natural mostrar para os outros de onde eu venho, sempre muito orgulhosa. É como carregar um pedacinho de casa pra onde vou.

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