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Quais são as autoras que vêm ganhando cada vez mais espaço nas prateleiras das livrarias brasileiras? A resposta passa por uma produção literária diversa, que atravessa gêneros e temas e coloca em evidência novas formas de contar histórias. Entre romances, poesias, suspense e terror, a escrita feminina tem ampliado o debate sobre identidade, política e desigualdades, trazendo perspectivas que por muito tempo ficaram fora do centro.

Ao longo dos anos, muitas transformaram dor em linguagem e silêncio em narrativa. A catarinense Thalita Coelho abre espaço para vozes dissidentes, Laura Redfern Navarro mergulha na poesia contemporânea, enquanto Marina Jerusalinsky trabalha a palavra como forma de resistência.

Abaixo, Glamour reuniu seis autoras que merecem entrar no seu radar e fazer parte da sua estante. São nomes que mostram como a literatura pode ser um espaço de expressão e questionamento, com narrativas que continuam ecoando muito além da última página.

Desmemória, de Thalita Coelho — Foto: Divulgação
Desmemória, de Thalita Coelho — Foto: Divulgação

Thalita Coelho, escritora, professora e doutora em Literatura pela UFSC, é catarinense, lésbica e mãe, experiências que atravessam sua vida pessoal e acadêmica e se refletem em uma literatura marcada pelo afeto, pela resistência e pelo protagonismo de vozes dissidentes. Estreou com a coletânea de poemas Terra Molhada (2018), lançou o romance Desmemória (2020), semifinalista do Prêmio Jabuti, e recentemente publicou o romance Ressaca. Compre Desmemória aqui!

Um Sonho Lúcido, de Laura Redfern Navarro — Foto: Divulgação
Um Sonho Lúcido, de Laura Redfern Navarro — Foto: Divulgação

Laura Redfern Navarro, poeta, jornalista, pesquisadora e fotógrafa experimental nascida em São Paulo em 2000, é mestranda em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP, onde investiga a relação entre linguagem poética e espaços liminares. Vencedora do ProAC/2022 com O Corpo de Laura, já publicou seis livros e compartilha conteúdos sobre poesia contemporânea em @matryoshkabooks. Em Um Sonho Lúcido, o leitor é levado por uma experiência sensorial que mistura paisagens oníricas — campos labirínticos, salas desconhecidas e um cubículo no meio do oceano — a fragmentos de memória, amor e dissociação. Compre aqui!

Guia de conduta para mulheres bravas, de Marina Jerusalinsky — Foto: Divulgação
Guia de conduta para mulheres bravas, de Marina Jerusalinsky — Foto: Divulgação

Marina Jerusalinsky é artista visual, pesquisadora e escritora, doutora em Artes pela USP, com mais de dez anos de experiência em projetos transdisciplinares e livros de artista. Autora de Adjetivo Feminino: Dicionário de Experiências (2022), ela explora a palavra como ferramenta de expressão e resistência. O Guia de conduta para mulheres bravas, resgata o pouco conhecido “Juízo das Bravas”, julgamento histórico que punia mulheres por falar de forma considerada inadequada. Com 59 irônicas lições de conduta, o livro mistura pesquisa, relatos contemporâneos e projeto gráfico ousado, mostrando como o controle sobre a fala feminina ainda ecoa hoje. Compre aqui!

Sol abrasador prepara solo fértil, de Myriam Sotti — Foto: Divulgação
Sol abrasador prepara solo fértil, de Myriam Sotti — Foto: Divulgação

Myriam Scotti, escritora e crítica literária, é mestre em Literatura pela PUC-SP e nasceu em Manaus em 1981. Vencedora do Prêmio Manaus de Literatura em 2020 com Terra Úmida, teve obras selecionadas pelo PNLD e foi finalista do Prêmio Pena de Ouro 2021, profissionalizando a escrita em 2014. Em Sol abrasador prepara solo fértil, estreia no conto com histórias centradas em mulheres amazônicas marcadas pelos ciclos econômicos, migração e desigualdade. Do auge da borracha aos dias atuais, as personagens não são heroínas ou vítimas, mas mulheres completas, cheias de contradições e força. Compre aqui!

Labirinto — Foto: Divulgação
Labirinto — Foto: Divulgação

Mariana Brecht, natural de São Roque (SP), atua como escritora, roteirista, designer de narrativas para jogos digitais e compositora. Ganhou reconhecimento com Brazza, romance de auto-ficção finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Entre suas outras obras estão o livro-jogo de poesias Labirinto, contemplado pelo ProAC, e o infantojuvenil A menina com os pés no chão, que chegou à final do Prêmio Jabuti. Compre Labirinto aqui!

Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves — Foto: Divulgação
Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves — Foto: Divulgação

Ana Maria Gonçalves, mineira de Ibiá, trocou a publicidade pela literatura e em 2006 lançou Um Defeito de Cor, épico de 952 páginas que se tornou referência no século 21 no Brasil. O romance acompanha Kehinde, mulher africana escravizada que conquista a liberdade e volta ao Brasil em busca do filho perdido, revisitando episódios pouco lembrados da história afro-brasileira, como a Revolta dos Malês e a vida nas senzalas, com inspiração na figura histórica de Luíza Mahin. Compre aqui!

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