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Um Só Planeta
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Uma notícia para celebrar - e respirar aliviado pelos mares! As tartarugas-verdes marinhas (Chelonia mydas) acabam de deixar a lista de espécies ameaçadas de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). O novo status, agora classificado como “pouco preocupante”, marca uma virada histórica na luta pela preservação da vida marinha.

A notícia foi anunciada quando a mais recente Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas foi revelada no Congresso Mundial de Conservação da IUCN em 10 de outubro.

A mudança é fruto de mais de cinco décadas de trabalho contínuo: políticas de proteção de ninhos, combate ao comércio ilegal e tecnologias que reduzem a captura acidental em redes de pesca. Graças a esses esforços, a população global das tartarugas-verdes cresceu cerca de 28% desde os anos 1970 — um avanço que reflete o poder da conservação quando feita de forma coordenada e persistente.

Em comunicado, a IUCN destacou que os esforços estão centrados em “proteger as fêmeas que nidificam e seus ovos nas praias”, além de “expandir iniciativas comunitárias para reduzir a coleta insustentável e restringir o comércio de tartarugas e seus ovos”. A entidade também ressaltou o uso de dispositivos de exclusão e medidas para minimizar a captura acidental em atividades pesqueiras.

Regiões como a Ilha de Ascensão, o Brasil, o México e o Havaí registraram os maiores avanços, com populações voltando a números próximos aos de antes da exploração comercial.

Tartaruga-verde — Foto: Unsplash
Tartaruga-verde — Foto: Unsplash

Mais do que belas nadadoras dos mares tropicais e subtropicais, as tartarugas-verdes são fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Elas ajudam a manter saudáveis os prados de algas e recifes de corais, que são habitats essenciais para inúmeras outras espécies.

Ainda assim, a IUCN alerta que, apesar das melhorias, as populações continuam “significativamente reduzidas em relação à abundância anterior à colonização europeia”, lembrando que a vigilância e o compromisso com a conservação seguem essenciais para garantir que esse progresso continue firme nas próximas décadas.

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