Tendência ou algoritmo: o que há de relevante na beleza em tempos de virais?
No videocast Jornada de Beleza, especialistas discutem como a velocidade das redes sociais mexe com os nossos padrões de consumo e noção de relevância
Tendência ou viral? Algoritmo ou movimento estético? A velocidade das redes sociais, especialmente o TikTok, bagunçou todos esses termos. Se antes chamávamos de tendência uma determinada peça de roupa que se repetiu à exaustão nas passarelas, hoje basta que uma celebridade troque de batom para que carimbemos o selo de “trend”. Mas qual é a diferença das terminologias? Ainda faz sentido usá-las?
“A palavra como tem sido usada hoje, na verdade, é o que costumavam chamar de modismo. A comunicação acabou banalizando o termo”, diz a pesquisadora Iza Dezon, especialista em projeções de consumo.
Ok. Se o cabelo ondulado por bobes não é uma tendência, o que seria uma de verdade? A resposta, segundo a consultora, está na sociedade, uma vez que as mudanças na forma como as pessoas interagem, se enxergam e consomem movem essa engrenagem. A fuga coletiva para a nostalgia em tempos de descontentamento com o presente é um exemplo de tendência. Saímos do micro-micro e vamos ao macro.
“A guava girl é a mesma tomato girl, que é a mesma strawberry girl. Isso é uma expressão visual, mas por que estamos nesse caminho? Por que queremos ter cara de verão o ano inteiro? Em razão das múltiplas crises, será que queremos retomar a sensação de férias e de andar despreocupada? É um jeito de pensar”, questiona Vânia Goy.
Como os dados e estudo de comportamento entram nisso? E quais escolhas as marcas de beleza tomam com base em relatórios + os desejos latentes do consumidor? Essa conversa continua no videocast Jornada de Beleza, já disponível na sua plataforma de áudio favorita e no YouTube. Assista abaixo:
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